Estudantes da UFRJ exploram serra de Casimiro de Abreu em expedição científicaFoto: Divulgação
Publicado 12/08/2026 10:14 | Atualizado 12/08/2026 10:24
Casimiro de Abreu - A serra de Casimiro de Abreu virou sala de aula para 15 estudantes de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em uma imersão que aproxima teoria e realidade, os universitários percorrem áreas da região serrana do município para realizar o trabalho de campo de conclusão da graduação e ampliar o conhecimento sobre as características geológicas do território.
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O grupo é formado ainda por oito docentes, entre professores e monitores, e conta com o acompanhamento da Guarda Municipal Ambiental durante as atividades. O trabalho de campo faz parte da formação curricular dos cursos de Geologia em todo o Brasil e permite que os estudantes coloquem em prática conhecimentos desenvolvidos ao longo da graduação.
Estudantes da UFRJ exploram serra de Casimiro de Abreu em expedição científica - Foto: Divulgação
Estudantes da UFRJ exploram serra de Casimiro de Abreu em expedição científicaFoto: Divulgação
A área escolhida para o estudo está dentro da Unidade de Conservação do Parque Natural Municipal Córrego da Luz e abrange uma extensa faixa da região serrana. O mapeamento parte da localidade dos Quarenta, na divisa com Aldeia Velha, passa pela Estrada da Macuca, próxima aos limites com Rio das Ostras, e alcança a região de Bicuda, em Macaé.
Para os estudantes, cada ponto observado representa uma nova informação sobre o território. Rochas, relevo, estruturas geológicas e características do solo são analisados durante as atividades, em um trabalho que exige observação, conhecimento técnico e contato direto com o ambiente.
A pesquisa também pode deixar uma contribuição para além da formação acadêmica. Os dados levantados pela equipe poderão auxiliar na atualização do mapa geológico de Casimiro de Abreu, ampliando as informações disponíveis sobre o município e sua estrutura natural.
A professora Renata Schmitt destaca a importância da experiência e da parceria estabelecida para a realização das atividades em áreas de Mata Atlântica.
“É uma experiência única. Nunca tivemos, em outro município, o apoio que recebemos em Casimiro de Abreu, com o suporte da Guarda Ambiental e de profissionais especializados em meio ambiente, especialmente nas atividades realizadas em áreas de Mata Atlântica. Ao longo dos anos, essa parceria tem proporcionado uma valiosa troca de conhecimentos e integração entre a universidade e o município”, afirmou.
O acompanhamento ambiental oferece segurança para o desenvolvimento das pesquisas e também permite uma aproximação entre o conhecimento produzido pela universidade e a realidade encontrada no território. A presença dos profissionais que conhecem a região contribui para o deslocamento da equipe e para as atividades em áreas de vegetação preservada.
A escolha do Parque Natural Municipal Córrego da Luz também coloca a conservação ambiental no centro da experiência. Ao estudar as características geológicas de uma unidade de conservação, os universitários ampliam a compreensão sobre elementos naturais que ajudam a formar e transformar a paisagem.
O trabalho mostra ainda como a pesquisa acadêmica pode gerar informações úteis para o próprio território. Ao sair dos livros e chegar ao campo, o conhecimento produzido pelos estudantes passa a registrar detalhes de uma região que guarda importância ambiental, científica e paisagística para Casimiro de Abreu.
A equipe permaneceu no município até o dia 9 de agosto para concluir as atividades previstas. A experiência reforça o papel da UFRJ na formação de novos profissionais e na produção de pesquisas que ajudam a compreender melhor o território brasileiro, ao mesmo tempo em que aproxima a universidade de áreas de grande relevância ambiental.
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