Publicado 20/08/2026 10:00 | Atualizado 20/08/2026 11:12
A cena com Márcia Dantas foi uma baixaria daquelas. Mas o ponto, para esta coluna, começa depois. Patixa Teló é querida, carismática, engraçada e sabe muito bem o tamanho da fama que conquistou. Ela gosta dos holofotes, brinca com os próprios títulos e cresceu ainda mais depois da exposição dada por Carlinhos Maia.
PublicidadeSó que fama tem preço. E esta coluna já disse isso outras vezes.
Patixa tem síndrome de Down e merece todo respeito do mundo. O que não dá é para transformar isso em salvo-conduto permanente ou em justificativa automática para qualquer situação. Respeitar não é infantilizar.
Ela já se envolveu em episódios de agressividade, já bateu, já reagiu de forma física, e mesmo assim parte do público parece sempre procurar alguém para culpar por ela. A conta nunca pode cair exclusivamente no colo dos outros.
No Rancho do Maia, Patixa se revoltou com a dinâmica, quis sair, foi para um hotel e depois voltou para o jogo. Carlinhos bancou o que fez, disse que agiu corretamente e afirmou que faria novamente.
Pode-se discutir a dinâmica, o limite e o espetáculo. O que não dá é para decretar automaticamente que Patixa foi maltratada só porque ficou contrariada ou desconfortável.
O reality é de Carlinhos, as regras são de Carlinhos e Patixa entrou sabendo que estava num jogo, não num retiro espiritual.
Ela merece proteção contra preconceito. O que não precisa é ser tratada como alguém sem responsabilidade sobre as próprias atitudes.
Porque fama tem bônus, aplauso, carinho, palco e holofote.
E tem conta também.
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