Publicado 17/07/2021 13:22
Rio - A elegância e beleza das notas do piano de Vitor Araújo reluzem no seu novo single, "Le passage d'une planète nomade dans un système solaire". A faixa, que chega hoje aos aplicativos de música, foi apresentada ao público durante o Festival de Avignon 2021, talvez o mais importante para o teatro e as artes performáticas da Europa. Lá o pernambucano assina a música original da obra "Entre Chien et Loup", segunda colaboração dele com a renomada diretora Christiane Jatahy, e uma das apresentações mais incensadas do festival.
O single faz parte de uma série de composições para piano solo realizadas por Vitor especialmente para “Entre Chien et Loup”, durante um processo criativo intenso em Genebra (Suíça). Na volta ao Brasil, entretanto, a faixa foi reformulada com o objetivo de ser lançada como obra musical autônoma: ganhou, além de um trabalho preciso de engenharia de som por Bruno Giorgi, uma densa orquestração para cordas escrita por Felipe Pacheco Ventura, re-editando assim duas parcerias já presentes no último disco e na última turnê de Vitor Araújo.
Esse lançamento vem na esteira de um processo de internacionalização do trabalho do artista, aquecido principalmente a partir de 2019, quando assinou com a gravadora austríaca Nutriot Recordings para lançar em vinil-duplo seu trabalho de fôlego “Levaguiã Terê” - lançamento este que culminou com um concerto no National Sawdust, em Nova York, onde Vitor foi acompanhado por integrantes da banda que acompanha David Byrne em seu “American Utopia”.
Também em 2019 se deu a primeira colaboração entre Vitor e Christiane Jatahy, na obra “Le Présent Qui Déborde“, uma produção do Teatro Nacional de Bruxelas que também fez parte da Seleção Oficial do Festival de Avignon, e com a qual Vitor Araújo segue desde então numa extensa turnê internacional não apenas como compositor, mas também como diretor musical e performer.
SOBRE O ARTISTA
Vitor Araujo conheceu a música através do piano aos 8 anos de idade e, desde entao, desenvolveu sua carreira artistica em volta dele. De estudante premiado em sua infancia e adolescencia, passou a polemico e singular interprete da musica erudita com grande reverberacao nacional, devido a sua leitura pouco ortodoxa de obras classicas, e a apropriacao do universo improvisativo do jazz na execucao de partituras consagradas dos grandes compositores.
Essa abordagem bastante particular do piano como plataforma musical lhe rendeu premiacoes como a da APCA e do Festival de Cinema de Brasilia logo em seus primeiros anos de carreira.
Posteriormente enveredou para a composicao, criando os seus dois albuns de estudio que foram recebidos com acentuado entusiasmo pela critica - “A/B” (2012) e “Levaguia Tere” (2016). Se destaca também na carreira de Vitor Araújo sua ligação com o cinema, compondo para a trilha sonora de alguns trabalhos, entre eles os premiados " Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert (2015), "Elena" (2012) e "Democracia em Vertigem", de Petra Costa [2019), indicado ao Oscar de Melhor Documentário. Mais recentemente, realizou a direção musical do novo show de Arnaldo Antunes - "O Real ao Vivo".
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