Publicado 16/02/2026 22:16
Rio - No primeiro ano sem a mulher durante todo o processo criativo do enredo, Renato Lage afirmou sentir a presença de Márcia Lage, que morreu em janeiro do ano passado em decorrência de uma leucemia, durante o desfile. Para o carnavalesco, responsável pelo enredo "Rita Lee, a padroeira da liberdade", a cantora homenageada é mais um reforço espiritual.
Publicidade"Espero que ela esteja aqui junto com a Rita dando essa força. Eu acho que as duas estão aqui me guardando como um anjo de guarda, dando força. É uma falta muito forte para mim, já que além de ser minha parceira, minha minha esposa, a mãe dos meus filhos, foram 32 anos trabalhando juntos. A gente sente, mas a Deus prepara essas coisas para a gente", afirmou.
De acordo com Renato, homenagear a artista com o enredo não foi um trabalho difícil. "Ela é alegria, é carnavalesca, ela é ousadia, ela é irreverência, ela é tudo de bom. E é um ícone da nossa cultura brasileira", exaltou ele, que elencou sua ala favorita.
"Tem uma ala que é alusiva à passagem dela pela ditadura, nos anos de chumbo. E ela foi a artista mais censuradas Foi presa por encarar essa repressão. Tem uma ala que vem na frente do carro da prisão, que do xadrez, que vem toda enjaulada, encarcerada, mas que elas vão virar e sair da cadeia. É uma coisa bem emblemática", disse.
"A escola está muito feliz. Eu tô estou feliz que fazer uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer aqui na Mocidade, porque eu acho que é a cara da Mocidade. Por ela ser uma uma artista irreverente, debochada, brincalhona… Nada melhor do que uma escola que ligada a essa coisa da da juventude, da contemporaneidade", acrescentou.
A Mocidade Independente de Padre Miguel é a primeira a entrar na Marquês de Sapucaí, nesta segunda-feira (16), no segundo dia de desfiles do Grupo Especial.
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