Publicado 19/02/2026 16:59
Rio - Um dia após o título de campeã do Carnaval carioca, a Viradouro ainda respira os ares da vitória. Nesta quinta-feira (19), integrantes e apaixonados pela escola, que contou a história de seu mestre de bateria, Ciça, na Avenida, continuaram a comemorar na quadra da agremiação.
PublicidadeParte da escola há 50 anos, sendo 30 na Velha Guarda, Lucia Alba, de 74 anos, contou a O DIA que já esperava pelo título. “A gente já entra na Avenida querendo ser campeão. A gente não entra com dúvida. Entramos com certeza. A Viradouro tem garra. Estava tudo lindo”, disse ela, que afirmou ainda ter pique para celebrar a vitória. “Quem dança por gosto não se cansa. Se for para morrer, morro dançando”, brincou.
Responsável pela manutenção das peças da bateria da escola, Antônio Valdenísio, de 64 anos, contou que, depois de um ano de muito trabalho, ainda não é momento para descanso. “No dia do desfile, cheguei na Sapucaí ao meio-dia com as peças todas. E no sábado vamos fazer a mesma coisa. Agora já estou trabalhando para sábado, desmontando tudo e colocando no plástico. Depois de sábado é que a gente descansa uns 10 ou 15 dias, para então cair dentro de novo”, explicou.
Ele, que tem mestre Ciça como um amigo, exaltou o grande homenageado do Carnaval 2026 e falou sobre o legado da Viradouro. “Conheço o Ciça há muito tempo, não tinha nem Cidade do Samba. Meu amigo fiel. Ele está muito cansado, mas feliz. A Viradouro ganha na raça, não apela. A Viradouro tem chão. Cheguei na escola com 20 anos, estou há 45 só na Viradouro. Sou Viradouro doente, raiz”, frisou.
Embora a professora Vanda de Oliveira, de 74 anos, não tenha assistido o desfile de perto, ela não perdeu a chance de ficar próximo à comunidade no momento da apuração das notas. “Assisti o desfile de casa. Vim na apuração. Foi uma coisa de louco, tinha muita gente. Já esperava que iria ganhar, estava muito forte, muito bom. Foi espetacular, merecido”, elogiou.
Apoio da bateria da escola, Sandra Reis, de 69 anos, também entrou na Avenida com a certeza do título. Admiradora de Ciça, ela exaltou o legado do mestre de bateria e relembrou da amizade dele com o falecido marido dela.
“Eu já sabia que o título vinha para cá, estava sentindo desde de manhã. Ele merece essa homenagem, porque não é só para ele, é para outros mestres também. Quando a gente começou o desfile, aquela emoção foi tão grande que eu falei: ‘Se alguém tirar o título da Viradouro, está errado’. O mestre Ciça é meu amigo de muitos anos, um cara que todo mundo gosta dele, todo mundo admira ele e faz um trabalho perfeito. O meu marido, que morreu há três anos, era muito amigo dele e se ele estivesse aqui, ia passar mal de ver o amigo dele, porque gostava muito do Ciça”, contou.
Apesar de ser portelense, Solange Ricardo, de 73 anos, alimenta a paixão da bisneta, Rafaele Gomes, de 12, pela Viradouro. A adolescente, que desfilou na ala 1, Filhote de Leão, definiu o desfile como “brilhante”.
“Foi o melhor desfile da minha vida. Desfilo desde os 9 anos. Acompanhei a apuração e também foi brilhante, divertido”, disse Rafaela. “Desde o ensaio técnico, eu achei que o título foi merecedor. Tem que reconhecer que a escola veio brilhante. A empolgação da escola foi o que mais chamou a atenção”, complementou Solange.
A Unidos do Viradouro volta à Marquês de Sapucaí para o Desfile das Campeãs, neste sábado (21). Além da agremiação, também retornam à Avenida as escolas Beija-Flor de Nilópolis, Vila Isabel, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Mangueira.
Responsável pela manutenção das peças da bateria da escola, Antônio Valdenísio, de 64 anos, contou que, depois de um ano de muito trabalho, ainda não é momento para descanso. “No dia do desfile, cheguei na Sapucaí ao meio-dia com as peças todas. E no sábado vamos fazer a mesma coisa. Agora já estou trabalhando para sábado, desmontando tudo e colocando no plástico. Depois de sábado é que a gente descansa uns 10 ou 15 dias, para então cair dentro de novo”, explicou.
Ele, que tem mestre Ciça como um amigo, exaltou o grande homenageado do Carnaval 2026 e falou sobre o legado da Viradouro. “Conheço o Ciça há muito tempo, não tinha nem Cidade do Samba. Meu amigo fiel. Ele está muito cansado, mas feliz. A Viradouro ganha na raça, não apela. A Viradouro tem chão. Cheguei na escola com 20 anos, estou há 45 só na Viradouro. Sou Viradouro doente, raiz”, frisou.
Embora a professora Vanda de Oliveira, de 74 anos, não tenha assistido o desfile de perto, ela não perdeu a chance de ficar próximo à comunidade no momento da apuração das notas. “Assisti o desfile de casa. Vim na apuração. Foi uma coisa de louco, tinha muita gente. Já esperava que iria ganhar, estava muito forte, muito bom. Foi espetacular, merecido”, elogiou.
Apoio da bateria da escola, Sandra Reis, de 69 anos, também entrou na Avenida com a certeza do título. Admiradora de Ciça, ela exaltou o legado do mestre de bateria e relembrou da amizade dele com o falecido marido dela.
“Eu já sabia que o título vinha para cá, estava sentindo desde de manhã. Ele merece essa homenagem, porque não é só para ele, é para outros mestres também. Quando a gente começou o desfile, aquela emoção foi tão grande que eu falei: ‘Se alguém tirar o título da Viradouro, está errado’. O mestre Ciça é meu amigo de muitos anos, um cara que todo mundo gosta dele, todo mundo admira ele e faz um trabalho perfeito. O meu marido, que morreu há três anos, era muito amigo dele e se ele estivesse aqui, ia passar mal de ver o amigo dele, porque gostava muito do Ciça”, contou.
Apesar de ser portelense, Solange Ricardo, de 73 anos, alimenta a paixão da bisneta, Rafaele Gomes, de 12, pela Viradouro. A adolescente, que desfilou na ala 1, Filhote de Leão, definiu o desfile como “brilhante”.
“Foi o melhor desfile da minha vida. Desfilo desde os 9 anos. Acompanhei a apuração e também foi brilhante, divertido”, disse Rafaela. “Desde o ensaio técnico, eu achei que o título foi merecedor. Tem que reconhecer que a escola veio brilhante. A empolgação da escola foi o que mais chamou a atenção”, complementou Solange.
A Unidos do Viradouro volta à Marquês de Sapucaí para o Desfile das Campeãs, neste sábado (21). Além da agremiação, também retornam à Avenida as escolas Beija-Flor de Nilópolis, Vila Isabel, Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense e Mangueira.
*Reportagem de Rodrigo Bressani sob a supervisão de Flávio Almeida
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