Processo eleitoral do Império Serrano foi suspenso por decisão judicialÉrica Martin / Arquivo O Dia
Publicado 07/06/2026 09:50 | Atualizado 07/06/2026 12:25
A Justiça do Rio suspendeu a Assembleia Geral de Eleição do Império Serrano, que seria realizada neste domingo (7), ao aceitar uma ação ajuizada por uma das chapas competidoras. De acordo com o grupo "Avisa aos Navegantes que o Império vem aí", o processo eleitoral é cercado por dúvidas e falta de transparência.
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Em nota publicada nas redes sociais, a chapa - liderada por Paula Maria Agostinho, vice-presidente cultural na gestão encerrada - destacou que a decisão reconhece a existência de questionamentos relevantes sobre regularidade da eleição. 
A posição da oposição é de que a comunidade imperiana merece um processo eleitoral transparente, em que todos disputem em condição de igualdade.
"Nossa chapa sempre defendeu que o futuro do Império não pode ser decidido através de um processo cercado de dúvidas, falta de transparência e insegurança para os associados. Lamentamos profundamente que a atual administração tenha conduzido o processo eleitoral de forma a gerar tantos questionamentos e desconfiança entre os imperianos. O Império Serrano é maior do que qualquer grupo, qualquer diretoria ou qualquer projeto de poder", diz o texto.
Nas redes da agremiação, Valdemir dos Santos Lino, presidente do Conselho Diretor em Exercício, afirmou que a determinação judicial será integralmente cumprida, sem prejuízo sobre adoção imediata de medidas recursais cabíveis para sua revisão.
"Entendemos que a referida ação foi fundamentada em alegações que não refletem integralmente os fatos. Entre os pontos que serão oportunamente esclarecidos ao Juízo, destaca-se que a autora integrava o Conselho Diretor da entidade e que sua situação de inelegibilidade decorre de circunstâncias previstas no Estatuto Social, incluindo questões relacionadas ao exercício de função pública e aos requisitos estatutários para participação no processo eleitoral", informou o presidente.
Valdemir ressaltou que será demonstrado que o edital de convocação da assembleia foi regularmente publicado em jornal de circulação, além de ter sido afixado no quadro de avisos da escola, garantindo os princípios da publicidade e da transparência.
"Lamentamos que o processo eleitoral tenha sido interrompido neste momento, especialmente após todos os esforços empreendidos para garantir sua regularidade e ampla participação dos associados. Reafirmo que todas as providências necessárias serão adotadas para resguardar os interesses do Império Serrano, bem como os direitos de seus associados, sempre com observância ao Estatuto Social e à legislação vigente", finalizou Valdemir.
Invasão à secretaria
A secretaria do Império Serrano, localizada na quadra da escola, em Madureira, na Zona Norte, foi invadida na noite do dia 9 de maio. Segundo a diretoria da agremiação, seis homens armados renderam o vigia que estava de plantão, o intimidaram e exigiram informações sobre o paradeiro de documentos oficiais.
Entre os materiais procurados pelos criminosos estava um suposto edital de convocação da eleição, prevista para acontecer ainda neste ano, além de títulos de sócios. A diretoria da escola soube do plano de invasão cerca de duas horas antes do ocorrido e conseguiu chegar à secretaria a tempo de retirar os documentos sigilosos. O caso foi registrado em delegacia.
Polêmicas
A suspensão da assembleia é mais um capítulo na polêmica disputa eleitoral da escola de Madureira. A atual diretoria vem enfrentando duras críticas e manifestações de torcedores, incluindo faixas espalhas pela Zona Norte.
A chapa de situação é formada por Flávio França e Zé Luiz Escafura, diretores no triênio que termina esse ano. Eles teriam rompido oficialmente com o grupo do ex-presidente Sandro Avelar, ocupante do cargo de 2020 a 2023.
Paula Maria, que ocupava a vice-presidência cultural na atual gestão, não teria aceitado essa ruptura e se lançou como oposição à vaga de presidente administrativo.
No início de maio, o Império Serrano, através da atual direção liderada por Flávio, afirmou que um suposto edital de convocação de eleição veio à público. Contudo, esse documento não teria autorização de poderes constituídos da escola e, portanto, não tinha validade oficial.
Antes da convocação da assembleia para este domingo (7), Paula e o seu candidato a vice-presidente social ,Júlio Morais, teriam sido impugnados por serem funcionários públicos.
Contudo, em eleições anteriores, candidatos já teriam sido eleitos ao mesmo tempo que exerciam serviços públicos. Por isso, a chapa de oposição entrou com uma ação judicial, que acabou na suspensão da eleição.
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