Publicado 26/02/2026 08:46 | Atualizado 26/02/2026 08:47
Rio - Nana Gouvea revelou nas redes sociais, nesta quarta-feira (25), que foi forçada a casar com o próprio abusador após engravidar aos 16 anos. A atriz desabafou sobre o passado delicado ao comentar o caso do homem que foi absolvido - e depois condenado devido grande repercussão - por estupro de uma menina de 12 anos ao alegar "constituição de núcleo familiar".
Publicidade"Sobre a 'esposa de 12 anos de idade' e muitas outras", iniciou Nana na legenda da publicação, que em seguida, escreveu: "Meninas são abusadas o tempo todo. E se ficarem grávidas como foi meu caso, apanha no meio da rua, como eu apanhei do meu pai, e é forçada ao casamento. Com o abusador! Que diz que ama. A solução? Casar a garota com o abusador. Eu nunca quis me casar. Eu queria meu bebê, eu não queria me casar".
"Mas meu pai disse que 'era o jeito'. Eu tinha 16 anos! Me divorciei com 19 anos e duas filhas nos braços, porque meu ex-marido me traía, maltratava e me deixava sozinha grávida da minha segunda filha e com a primeira ainda bebezinha sem leite dentro de casa por dias, para viajar com a amante. E, quando voltava, fazia de tudo para me engravidar de novo porque queria 'consertar o casamento com mais filhos'. O que ele queria mesmo era me manter trancada em casa enquanto ele estava na rua se drogando e 'saracutiando'."
Em seguida, também relatou que não recebeu apoio do pai ao decidir se divorciar. "Meu pai disse: 'Volte para o seu marido, na minha família nunca teve mulher divorciada, mulher divorciada só serve para ser mulher da vida'. Fui muito maltratada, até minha mãe me aconselhar a aceitar trabalho no Rio de Janeiro, prometendo que cuidaria das meninas. O que eu não queria, porque não teria como levar minhas filhas. Mas fui, porque meu pai não me queria em casa. E detalhe, minha família não precisava de dinheiro, isso é como eles pensam".
Por fim, lamentou que mais meninas continuam enfrentando os mesmos abusos, apesar do passar dos anos. "Apenas. História da minha vida. A maioria das meninas não entendem o que está acontecendo, como eu não entendia. Eu não tem força para fugir do cativeiro. Triste como décadas depois tudo está igual".
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