Publicado 03/08/2026 12:00 | Atualizado 03/08/2026 13:08
Rio – Claudia Raia, de 59 anos, contou sobre caso assédio sexual que sofreu aos 13 anos em entrevista ao podcast "A Mamãe Já Volta". A situação aconteceu com um coreógrafo já conhecido de sua família, quando ela se mudou para Nova York para estudar balé.
Ela explicou que estava hospedada na casa dele nos Estados Unidos, quando o episódio ocorreu. "Fui assediada aos 13 anos. Fui para Nova York, [porque] ganhei uma bolsa de estudos do American Ballet Theater. Minha mãe sacrificadíssima para me mandar para lá, porque ela realmente não podia, financeiramente. Então, ela me deixou na casa de um coreógrafo que já tinha dado vários cursos de férias na academia dela e por quem ela tinha confiança", disse.
O coreógrafo realizou tentativa de abuso em momento no qual se encontrava sozinho com a jovem. "A mulher dele foi com a filhinha passear em um parque, e ele ficou comigo, e eu fui contando para ele da minha semana de aula. Ele me perguntou como tinha sido, sentou do meu lado no quarto em que eu estava hospedada na casa dele, e tal. E nós, bailarinos, somos muito livres com o corpo, de botar a mão na perna, de se tocar, é normal. Ele sentou e botou a mão na minha perna".
A atriz revelou que seguiu conselho de mãe para se proteger do assediador. "Mas minha mãe sempre disse: 'Se alguém te tocar ou fizer alguma coisa que você não queira, jogue na cabeça dessa pessoa o que tiver do seu lado'. Isso foi fundamental. Porque, no que ele foi subindo a mão, eu fui percebendo. Olhei para o lado e tinha uma coruja de cristal de peso de papel. Vi aquilo [e pensei que, se] ele fosse avançar, eu [usaria]. Ele avançou e eu [atingi] a cabeça dele. O homem desmaiou, com uma coisa aberta na cabeça, sangrando. Bem-feito", contou.
Na ocasião, ela fugiu da casa, e tentou entrar em contato com a mãe. "Eu não sabia o que fazer, peguei as roupas que eu vi, coloquei na mala, saí correndo pelo meio do Harlem, chorando. Não tinha para onde ir. Tentando achar uma cabine telefônica para fazer uma ligação para a minha mãe e não achava. Escondida. Até que passou um anjo, que era minha professora de balé moderno, aqui no Ballet Stagium. Passou, voltou, [viu] eu sentada com a mala e disse: 'Claudia?'".
PublicidadeEla explicou que estava hospedada na casa dele nos Estados Unidos, quando o episódio ocorreu. "Fui assediada aos 13 anos. Fui para Nova York, [porque] ganhei uma bolsa de estudos do American Ballet Theater. Minha mãe sacrificadíssima para me mandar para lá, porque ela realmente não podia, financeiramente. Então, ela me deixou na casa de um coreógrafo que já tinha dado vários cursos de férias na academia dela e por quem ela tinha confiança", disse.
O coreógrafo realizou tentativa de abuso em momento no qual se encontrava sozinho com a jovem. "A mulher dele foi com a filhinha passear em um parque, e ele ficou comigo, e eu fui contando para ele da minha semana de aula. Ele me perguntou como tinha sido, sentou do meu lado no quarto em que eu estava hospedada na casa dele, e tal. E nós, bailarinos, somos muito livres com o corpo, de botar a mão na perna, de se tocar, é normal. Ele sentou e botou a mão na minha perna".
A atriz revelou que seguiu conselho de mãe para se proteger do assediador. "Mas minha mãe sempre disse: 'Se alguém te tocar ou fizer alguma coisa que você não queira, jogue na cabeça dessa pessoa o que tiver do seu lado'. Isso foi fundamental. Porque, no que ele foi subindo a mão, eu fui percebendo. Olhei para o lado e tinha uma coruja de cristal de peso de papel. Vi aquilo [e pensei que, se] ele fosse avançar, eu [usaria]. Ele avançou e eu [atingi] a cabeça dele. O homem desmaiou, com uma coisa aberta na cabeça, sangrando. Bem-feito", contou.
Na ocasião, ela fugiu da casa, e tentou entrar em contato com a mãe. "Eu não sabia o que fazer, peguei as roupas que eu vi, coloquei na mala, saí correndo pelo meio do Harlem, chorando. Não tinha para onde ir. Tentando achar uma cabine telefônica para fazer uma ligação para a minha mãe e não achava. Escondida. Até que passou um anjo, que era minha professora de balé moderno, aqui no Ballet Stagium. Passou, voltou, [viu] eu sentada com a mala e disse: 'Claudia?'".
A artista ficou, ainda, hospedada junto à essa professora. Ela relata que após o período em Nova York, retornou transformada ao Brasil. "Passei por coisas inacreditáveis. Mas também voltei outra pessoa, podendo guerrear com qualquer coisa”.
*Reportagem da estagiária Isabela Bitencourt, sob supervisão de Isabelle Rosa
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