Publicado 27/09/2026 05:00
Depois de interpretar Yone, parceira da delegada Helô em "Travessia" (2022), Yohama Eshima retorna ao horário nobre da TV Globo em "Quem Ama Cuida". Na trama escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, a atriz dá vida a Elza, dona da banca de flores em frente a um cemitério e chefe de Otoniel (Tony Ramos), por quem a personagem nutre um interesse romântico.
Publicidade"É minha segunda novela, e também minha segunda novela das nove, então voltar ao horário nobre depois de 'Travessia' tem um significado muito especial para mim. Eu sempre fui muito espectadora de novela, cresci assistindo televisão antes e depois da escola, então estar do outro lado, podendo contar uma história para um público tão grande, ainda é algo que me emociona muito", afirma.
A chance de integrar novamente uma trama do horário nobre ganhou outro significado por reunir nomes que fazem parte de seu imaginário. "Estar em 'Quem Ama Cuida', em um trabalho do Walcyr Carrasco, ao lado de tantos artistas que admiro, é a realização de um sonho de menina. Acho que a gente precisa continuar acreditando nesses sonhos que parecem distantes, porque eles impulsionam e muito a nossa vida".
Para Yohama, o que torna Elza interessante são as diferentes características que compõem sua personalidade. "O que mais me chamou atenção foi essa combinação entre firmeza e sensibilidade. Ela é uma mulher trabalhadora, independente, dona do próprio negócio e muito segura daquilo que quer. Mas, ao mesmo tempo, ela é muito afetiva, tem humor e não tem medo de demonstrar o que sente", analisa.
O interesse de Elza por Otoniel começou ainda na primeira fase da novela. A personagem ofereceu emprego ao avô de Adriana (Leticia Colin) e os dois chegaram a sair juntos, no início de uma história que, segundo Yohama, será desvendada pelo público aos poucos.
"O que acho interessante é que ela não tem vergonha de demonstrar esse sentimento. Ela sabe o que quer e está disposta a se aproximar, mas sabe que precisa existir reciprocidade. A relação tem uma leveza e um humor muito gostosos, mas também tem uma mulher que sabe o próprio valor. Ela quer ser vista, respeitada e correspondida".
A atriz ressalta que a história ajuda a ampliar a discussão sobre o amor na maturidade. "Acho bonito mostrar que o desejo de se apaixonar e de construir uma relação não tem idade. A gente ainda vive em uma sociedade que muitas vezes olha para determinados relacionamentos a partir de preconceitos e expectativas muito rígidas e a novela pode justamente abrir espaço para outras formas de enxergar o amor".
Já a familiaridade com o universo das flores começou antes mesmo da artista saber que interpretaria Elza. Por coincidência, Yohama participou de uma vivência com buquês e flores ornamentais pouco antes de receber o convite para a novela.
"Depois disso, comecei a observar ainda mais as floriculturas, a prestar atenção nesse universo, na maneira como as pessoas trabalham com as flores e até levei isso para a minha vida. Minha casa passou a ficar cheia de flores! Esses pequenos detalhes ajudam muito na construção. Então, quanto mais familiar eu fico com esse universo, mais natural ele se torna em cena", destaca.
A descoberta de Pilar (Isabel Teixeira) de que parentes de Adriana trabalham na banca de flores pode aproximar Elza de acontecimentos importantes na trama. "Ela está muito inserida naquele universo da floricultura e, por isso, acaba sendo também uma personagem que observa e participa de diferentes acontecimentos ao redor dele".
Apesar disso, Yohama faz mistério sobre os rumos do folhetim. "Mas não posso entregar muito! Acho que o mais gostoso é acompanhar como essas descobertas vão aproximando personagens e criando novas situações para a história. A Elza ainda tem bastante coisa para viver e revelar", adianta.
Cinema
Compartilhando o núcleo da banca de flores com Tony Ramos em "Quem Ama Cuida", Yohama Eshima reencontra o veterano em cenas do filme "Se Eu Fosse Você 3", que entra em cartaz no dia 8 de outubro. A atriz comenta a nova oportunidade de dividir um trabalho com uma referência da televisão brasileira.
"É um presente. Primeiro porque o Tony é uma referência enorme para mim, tanto como atriz quanto como espectadora. Depois porque são trabalhos completamente diferentes, então é muito interessante poder reencontrá-lo em universos tão distintos. Em 'Se Eu Fosse Você 3', tivemos um encontro na leitura de roteiro, o que foi muitíssimo especial pois a maior parte das cenas são com a Cléo Pires. E agora, na novela, tive a oportunidade de construir algo junto com ele", conta.
Yohama também integra o elenco de "Assalto à Brasileira" e enxerga os dois trabalhos como uma oportunidade de experimentar diversos caminhos na atuação. "Os dois filmes têm propostas muito distintas e me permitiram acessar lugares diferentes do meu trabalho. 'Assalto à Brasileira' parte de uma história real e ainda tem uma relação pessoal comigo, porque meu pai trabalhou no banco onde aconteceu o assalto e minha personagem é inspirada na gerente, uma mulher de ascendência japonesa, que estava presente naquele momento. Impossível não me sentir pertencente de forma muito natural na história", diz.
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