Publicado 09/08/2021 09:00 | Atualizado 09/08/2021 09:10
Rio - Em 2017, a novela 'Novo Mundo', da Globo, fez sucesso ao mostrar a vida de Dom Pedro e os bastidores do processo de Independência no Brasil. Nesta segunda-feira, a trama ganha uma continuação: 'Nos Tempos do Imperador'. Estrelada por Selton Mello, que vive Dom Pedro II, a novela é a primeira novela inédita desde o começo da pandemia e promete tantas emoções quanto sua antecessora.
"Eu não me lembrava, da época da escola, de tantos detalhes da história do Dom Pedro II. Quando li alguns capítulos que o Vinícius (Coimbra, diretor artístico) me mandou, no começo, fiquei muito intrigado. Ele foi um personagem tão importante na história do Brasil e não foi tão retratado quanto Dom Pedro I. É um personagem que eu lia e ficava muito encafifado sobre o que ele estaria pensando ao dizer ou viver certas coisas. Li várias biografias e é muito interessante que essas obras não têm respostas para muitas coisas. A Thereza e o Alessandro seguiram também essa pegada de levantar mais perguntas do que respostas, o que eu acho muito interessante, pois cumpre o papel da arte, que é levar entretenimento e reflexão, favorecendo a imaginação do espectador e a curiosidade histórica", declara Selton que, assim como aconteceu de fato na vida de Dom Pedro II, vive um triângulo amoroso na trama.
Dois amores
De um lado está a pouco conhecida Imperatriz Teresa Cristina, interpretada por Letícia Sabatella. "A Teresa Cristina foi a última Imperatriz, ela sofreu com o fim do Império, com esse confisco da imagem do Dom Pedro II e dela. Ela virou uma figura meio apagada, mas, poxa, como assim uma pessoa que estudava Arqueologia, que se responsabilizada pela escavação de sítios arqueológicos importante e tinha uma coleção dentro do museu, lia, tentava se aproximar do povo, gostava de artes... como ela pode ser tratada como alguém ignorante? A Teresa Cristina foi realmente apaixonada pelo Brasil", defende a atriz, que é contraponto natural de outra mulher importante no período do Segundo Reinado.
Isso porque, de acordo com registros históricos, foi Luisa, a Condessa de Barral, o grande amor da vida de Dom Pedro II. "Eu não conhecia a minha personagem e tive o prazer de conhecê-la através dos olhos de Thereza e Alessandro, e de um livro da Mary Del Priore sobre a Barral. A Condessa é uma mulher muito impressionante, muito forte. Tem traços muito contemporâneos: tem delicadeza, gentileza, mas sobretudo firmeza. Ela é uma abolicionista e tem uma relação linda com os negros. No engenho dela, todos os negros são livres", adianta Mariana Ximenes, intérprete da personagem.
Antagonismo
E mesmo com muitos personagens que não se enquadram nem como mocinhos nem vilões, a trama não deixa de trazer um clássico antagonista. Raivoso, vingativo e praticamente indefensável, o vilão Tonico é vivido por Alexandre Nero.
"Ele é um personagem ficcional, mas talvez seja o mais real da novela. Esse cara está aí, eventualmente em mim, em nós… Talvez seja o personagem mais sem dualidade que eu já fiz. A gente sempre tenta humanizar os personagens para que as pessoas percebam os dois lados, porque ninguém é só bom ou só malvado. Mas ele é a personificação do mal, o que é bacana para a novela que ele seja. É importante que fiquei claro que ele fala coisas tão absurdas que não tem como defender", desabafa o ator, que também está no ar como José Alfredo, em 'Império'.
De um lado está a pouco conhecida Imperatriz Teresa Cristina, interpretada por Letícia Sabatella. "A Teresa Cristina foi a última Imperatriz, ela sofreu com o fim do Império, com esse confisco da imagem do Dom Pedro II e dela. Ela virou uma figura meio apagada, mas, poxa, como assim uma pessoa que estudava Arqueologia, que se responsabilizada pela escavação de sítios arqueológicos importante e tinha uma coleção dentro do museu, lia, tentava se aproximar do povo, gostava de artes... como ela pode ser tratada como alguém ignorante? A Teresa Cristina foi realmente apaixonada pelo Brasil", defende a atriz, que é contraponto natural de outra mulher importante no período do Segundo Reinado.
Isso porque, de acordo com registros históricos, foi Luisa, a Condessa de Barral, o grande amor da vida de Dom Pedro II. "Eu não conhecia a minha personagem e tive o prazer de conhecê-la através dos olhos de Thereza e Alessandro, e de um livro da Mary Del Priore sobre a Barral. A Condessa é uma mulher muito impressionante, muito forte. Tem traços muito contemporâneos: tem delicadeza, gentileza, mas sobretudo firmeza. Ela é uma abolicionista e tem uma relação linda com os negros. No engenho dela, todos os negros são livres", adianta Mariana Ximenes, intérprete da personagem.
Antagonismo
E mesmo com muitos personagens que não se enquadram nem como mocinhos nem vilões, a trama não deixa de trazer um clássico antagonista. Raivoso, vingativo e praticamente indefensável, o vilão Tonico é vivido por Alexandre Nero.
"Ele é um personagem ficcional, mas talvez seja o mais real da novela. Esse cara está aí, eventualmente em mim, em nós… Talvez seja o personagem mais sem dualidade que eu já fiz. A gente sempre tenta humanizar os personagens para que as pessoas percebam os dois lados, porque ninguém é só bom ou só malvado. Mas ele é a personificação do mal, o que é bacana para a novela que ele seja. É importante que fiquei claro que ele fala coisas tão absurdas que não tem como defender", desabafa o ator, que também está no ar como José Alfredo, em 'Império'.
Leia mais

Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.