Publicado 20/04/2026 08:15
Rio - Tadeu Schmidt falou sobre a morte do irmão, Oscar Schmidt, em entrevista exibida no "Fantástico", da TV Globo, na noite deste domingo (19). O apresentador do "Big Brother Brasil 26" falou sobre a relação com o familiar, que era 16 anos mais velho que ele, e como tem lidado com o luto.
Publicidade"É uma história que acabou. A minha história toda tem lembranças de Oscar. Essa história foi concluída, e é muito triste", lamentou o apresentador. "Eu não lido bem com a morte, eu lido muito mal com a morte. Eu odeio a morte", complementou.
Em seguida, Tadeu comentou as lembranças que tem com o irmão. "Na imagem que eu tenho de nós dois, eu sou sempre o bebezinho, sou sempre a criancinha que o irmão mais velho está cuidando, que o irmão mais velho está brincando... Essa é a imagem que eu tenho do Oscar. Eu só passei a ser irmão dele mesmo quando eu me tornei adulto, saindo pra jantar, batendo papo e tal".
Emocionado, o apresentador exaltou o familiar e contou como ele influenciou em sua vida. "Ele é o campeão que eu tinha em casa, ele é o herói que eu tinha em casa. Então a maneira como eu sempre enfrentei as coisas na minha vida... Isso é culpa de Oscar".
Ele, ainda, relatou do que mais sentirá falta depois da morte do maior ídolo do basquete brasileiro. "Dos encontros... O Oscar é o cara mais carismático que eu já conheci na vida... Isso é mais uma coisa do nosso jeito Schmidt de ser: falar bobagem a noite inteira. E não ter vergonha de nada".
Se pudesse resgatar um momento com Oscar, Tadeu afirmou: "Queria ter meus dois irmãos aqui e ficar só batendo papo, falando bobagem. Quando é para falar sério, a gente fala sério, mas a vida chega ao fim um dia, né?", refletiu ele, que também falou sobre o futuro. "A gente chora, mas a gente vai em frente. Tem que chorar, se não chorasse, não seria Schmidt também".
Novo tumor na cabeça
Felipe Schmidt, filho de Oscar, abriu o jogo sobre o estado de saúde do pai, que morreu na última sexta-feira (17), em entrevista ao "Fantástico". Ele contou que o ex-atleta enfrentava um novo tumor na cabeça.
"Como vocês todos acompanharam, ele passou por duas cirurgias na cabeça, aqui passou por muitos anos de quimioterapia, rádio… O ano passado a gente descobriu uma nova massa, né, muito pequena, um tumor nível 4, grau 4. Já de imediato a gente decidiu operar, né, meu pai decidiu", afirmou.
"Como vocês todos acompanharam, ele passou por duas cirurgias na cabeça, aqui passou por muitos anos de quimioterapia, rádio… O ano passado a gente descobriu uma nova massa, né, muito pequena, um tumor nível 4, grau 4. Já de imediato a gente decidiu operar, né, meu pai decidiu", afirmou.
"Desde então ele não voltou a ser mais muito o mesmo, por conta que a terceira operação foi do outro lado do cérebro, então o cérebro não conseguia muito compensar. Ele passou por algumas sequelas. Mas ele estava ali, ele estava muito presente", acrescentou.
Felipe disse que esse último ano foi difícil para a família, em especial para a mãe dele, Maria Cristina. "Esse último ano foi muito forte pra minha mãe. Ele lutou demais, dava pra ver que ele estava tentando. Só que essa é uma doença infeliz. Quando chega nesse nível a gente não tem como determinar o tempo e, infelizmente, ele veio a falecer sexta-feira", lamentou.
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