Oscar Schmidt somou 7.241 pontos em 219 jogos pelo FlamengoReprodução / Site Oficial Oscar Schmidt

Rio - Lenda do basquete mundial, Oscar Schmidt tinha relação muito próxima com o Flamengo. O ex-jogador, que morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, encerrou a carreira no Rubro-Negro, em maio de 2003. Antes, foi bicampeão carioca, em 1999 e 2002.
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Lá, realizou o sonho de entrar em quadra ao lado do filho, Felipe Schmidt. "Foi graças ao Flamengo que eu pude jogar com o meu filho. Foram só dez partidas, mas foi bom demais", declarou o craque, no lançamento do livro 'Conquistando o Sucesso – A trajetória de Oscar Schmidt no basquete e na vida', em 2009.
O Mão Santa, que era torcedor do Fluminense na infância, se apaixonou pela torcida e mudou de lado depois de vestir a camisa rubro-negra. "Não é para qualquer um jogar no Flamengo. É para pessoas fortes. Se você não jogar como se deve, quero ver aguentar os torcedores. Ganhar o último título aqui também teve um sabor especial", disse, em vídeo divulgado pelo clube, em 2011. 

A promessa do número 14

Ao se aposentar das quadras, Oscar Schmidt ouviu que a 14 nunca mais seria usada por um jogador de basquete no Flamengo. No entanto, não foi bem assim. O número foi dado a outros atletas, como Alexey, em 2005, e Tony Washam, em 2014. A torcida reclamou e a diretoria chegou a tirar a camisa de cena, mas, em 2018, Ronald Ramón a trouxe de volta.
À época, Mão Santa mostrou ter ficado magoado, em entrevista ao site 'ge': "Se não estiver no estatuto do clube, não vão cumprir. Eu não creio que tenha relação com uma falta de valorização. Eu me sentiria melhor se não a usassem, claro, mas era outra diretoria. Essas coisas estão muito ligadas à política".
Para que fosse de fato aposentado, teria de haver uma votação no Conselho Deliberativo do Flamengo, o que não aconteceu. Assim, o número nunca deixou de ser uma opção aos jogadores.

A morte de Oscar Schmidt

Oscar Schmidt sentiu um mal-estar na manhã desta sexta-feira (17) e foi encaminhado às pressas para o Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo. Ele chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu. A causa da morte não foi divulgada.