Maria Bopp interpreta a jornalista esportiva Regiane em nova série do GloboplayFabio Rocha / TV Globo
Publicado 02/08/2026 05:00
Rio – Maria Bopp integra o elenco da série "Jogada de Risco", do Globoplay, como a jornalista esportiva Regiane. Na produção, que aborda os bastidores do futebol, entre contratos milionários, disputas e ambições, a personagem inescrupulosa busca encontrar visibilidade dentro desse contexto de conflitos e anseios vivenciados no mundo da bola. 
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"A Regiane é extremamente ambiciosa, uma jornalista muito competente, experiente, mas ela também tem o caminho que ela quer trilhar, ela quer chegar em outros espaços, quer viralizar, ter mais destaque na mídia. Então, para alcançar isso, muitas vezes ela vai por caminhos que, talvez, eu não concordaria. Mas a ética nessa série é fluida", explica a artista de 35 anos. 
Na história, que terá novos episódios disponibilizados nos dias 6 e 13 deste mês, Regiane ataca frequentemente Maurício (Cauã Reymond) e os jogadores do Atlântico Futebol e Regatas. Para se preparar para o papel, Maria realizou uma ampla pesquisa sobre jornalistas mulheres e buscou entender as dificuldades enfrentadas por elas em um meio machista.
"Eu assisti a vídeos de várias repórteres, pesquisei o histórico delas. Vi entrevistas de jornalistas falando sobre as dificuldades de trabalhar nesse meio tão machista, um pouco da campanha 'Deixa Ela Trabalhar', que as jornalistas esportivas lançaram em 2018, depois de várias situações de assédio. Eu realmente me adentrei nesse mundo", destaca.
Maria também buscou referências do próprio passado, quando trabalhava como continuísta aos 22 anos, para construir a personagem. "Lembro de estar num set de filmagem muito masculino, com gente poderosa. Eu também tinha que criar uma casca para me manter ali, para ser forte, respeitada. Acho que a Regiane tem um pouco disso. Ela é muito segura, casca grossa."
Além disso, Maria usou sua forte conexão com o irmão, que é comentarista esportivo, para debater a febre das arquibancadas e os bastidores da paixão clubista. "Trocava muito com ele sobre esse hate (comentários de ódio) que se atrai das torcidas, independente da sua opinião. Como futebol é um meio que mexe muito com a paixão das pessoas, então realmente, a temperatura é sempre elevada, até para os jornalistas. A imprensa também sofre disso, não só os jogadores."
Conhecida por atuar em séries como "Me Chama de Bruna" e "As Seguidoras", Maria celebra o primeiro papel em uma produção da Globo. "Foi maravilhoso me encontrar com estrelas, astros desse tamanho. Foi um set muito legal, tranquilo". O trabalho com Cauã Reymond, idealizador da série, também foi mencionado. "Ele foi um super parceiro, extremamente generoso... Foi um prazer de contracenar com ele."
*Reportagem da estagiária Isabela Bitencourt, sob supervisão de Isabelle Rosa
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