Publicado 02/08/2026 05:00
Rio - Aos 62 anos, Maurício Mattar está de volta às novelas da TV Globo após quase duas décadas. Longe dos folhetins da emissora desde "O Profeta" (2007), o artista integra o elenco de "Por Você", próxima trama das 19h, com estreia marcada para 17 de agosto. Na história, ele interpreta Gilberto Junqueira, empresário que se alia à vilã Vanessa (Alinne Moraes). Enquanto a produção não chega ao ar, Maurício também pode ser visto em "Jogada de Risco", série do Globoplay idealizada e protagonizada por Cauã Reymond. Em entrevista ao MEIA HORA, ele revela que chegou a acreditar que não voltaria mais à atuação, mas foi conquistado pelos novos projetos. Leia!
Publicidade- Você retorna às novelas da Globo depois de quase 20 anos. Como foi entrar novamente em um estúdio e retomar essa rotina de gravações?
Está sendo uma experiência maravilhosa. É um momento de grandes desafios, principalmente porque fiquei 20 anos afastado das novelas. Confesso que estava muito feliz vivendo essa fase, dedicando meu tempo a outros projetos e a experiências pessoais que foram muito importantes para mim. Agora, retornar à dramaturgia tem sido extremamente gratificante. É como reencontrar uma parte da minha história, mas com um novo olhar, mais maduro e ainda mais motivado para encarar esse novo desafio.
- Em entrevistas recentes, você afirmou que já se imaginava aposentado da atuação. O que fez você mudar de ideia e aceitar novos trabalhos?
Os dois convites foram muito especiais. Em "Por Você", o que mais me atraiu foi a oportunidade de integrar um elenco de altíssimo nível, formado por profissionais com quem gosto muito de trabalhar. Além disso, a direção é de alguém que admiro profundamente. E, claro, o personagem foi um grande diferencial: é complexo, instigante e representa um desafio muito interessante para a minha carreira. Na série "Jogada de Risco", também encontrei um elenco de primeira. Além disso, o convite do Cauã Reymond, por quem tenho grande admiração, foi muito especial. O argumento da série é excelente, e ele pensou nesse personagem para mim enquanto estava escrevendo a história. Somado a isso, a direção é maravilhosa.
- Na novela, Gilberto Junqueira é investidor e dono da Rede Saúde Integral. Com influência em diferentes instâncias de poder, ele identifica no Hospital & Maternidade Luz uma oportunidade para ampliar seus negócios. O que mais chamou sua atenção no personagem?
Ele é um personagem enigmático e instigante, que representa um grande desafio para mim como ator. É o tipo de papel que desperta a curiosidade do público e exige uma construção cuidadosa, cheia de nuances, o que torna essa experiência ainda mais estimulante.
- Junqueira se alia a Vanessa para viabilizar sua entrada no hospital, parceria que deve intensificar as disputas internas da instituição. Como será essa relação e até onde ele é capaz de ir para alcançar os próprios objetivos?
Ainda sei pouco sobre tudo, porque estamos apenas no início da história. Mas o público pode esperar muitas aventuras, grandes reviravoltas e momentos surpreendentes. Meu personagem é misterioso, intrigante e guarda segredos que serão revelados aos poucos ao longo da trama.
- Ao longo da carreira, você já interpretou mocinhos, galãs e vilões. O que há de diferente na construção de Junqueira em relação aos seus antigos antagonistas?
O Junqueira vai ser bem diferente dos outros personagens. Acho que cada um tem que ter uma tinta diferente. Eu não gosto de repetir interpretação. Gosto de sempre dar, mesmo que seja em um detalhe, algo diferente que torne o personagem único, seja no jeito de andar, na movimentação da cabeça, no timbre da voz ou no movimento das mãos. Tudo isso faz com que cada um tenha sua personalidade, sua figura e sua marca.
- Mesmo com tantos trabalhos na televisão, sua trajetória ainda é muito associada a Téo, personagem de "A Viagem", novela exibida em 1994. Esse carinho do público aumenta a responsabilidade neste retorno?
Sempre procuro entregar o meu melhor em cada personagem, como uma forma de retribuir o carinho e a confiança do público que acompanha o meu trabalho. Ao longo da minha carreira, vivi personagens aos quais me entreguei de corpo e alma, e este não será diferente. Vou construí-lo com muita dedicação, respeito e carinho, buscando oferecer uma interpretação verdadeira e emocionante.
- Você está no ar em "Jogada de Risco", produção ambientada nos bastidores do futebol profissional. Como define Paulo Costa, técnico do fictício Atlântico de Futebol e Regatas?
Ele é um treinador maduro, experiente, conceituado, respeitado e admirado por todos ao seu redor. Ao mesmo tempo, é uma figura muito firme e exigente, que não renuncia aos seus princípios e à disciplina. Justamente por conta desse posicionamento, acredito que será muito interessante para o público acompanhar a trajetória do personagem ao longo da série.
- A produção mostra disputas de influência, contratos milionários e interesses que cercam o futebol dentro e fora de campo. Qual é a sua relação com o esporte e o que descobriu durante o trabalho?
Eu gosto de futebol, mas não acompanho muito esse esporte. O que descobri com a série foi tudo aquilo de que eu já tinha alguma noção dentro desse universo, mas agora de uma forma mais clara e profunda. Está tudo muito transparente na série. Não tive nenhuma surpresa, porque já imaginava que acontecia o que ela mostra.
- Você afirmou que foi "fisgado aos 48 do segundo tempo" pelo convite de Cauã Reymond. Qual foi a maior jogada de risco que já fez na vida ou na carreira?
Foram tantas jogadas de risco (risos). Depois de 48 anos de carreira e aos 62 anos de idade, quando eu já acreditava estar aposentado e dedicado a outros projetos pessoais, o Cauã apareceu e me fisgou para viver esse personagem em uma série maravilhosa. Às vezes, a vida reserva as melhores surpresas justamente quando a gente acha que o roteiro já está escrito.
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