No sistema atual, que estava suspenso desde maio, na cor verde, não há cobrança de taxa extra, indicando condições favoráveis de geração de energia no País - Daniel Castelo Branco
No sistema atual, que estava suspenso desde maio, na cor verde, não há cobrança de taxa extra, indicando condições favoráveis de geração de energia no PaísDaniel Castelo Branco
Por O Dia

Rio - Os clientes de operadoras de energia elétrica vão continuar pagando adicional mais caro na conta de luz pelos próximos meses. Ontem, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Luiz Eduardo Barata, afirmou que o setor energético este ano repete o mesmo comportamento de 2017 e que a redução das chuvas forçará manutenção da operação mais cara até o fim do período seco. Segundo Barata, até o final do mês de outubro, os consumidores terão que arcar com a bandeira vermelha nível 2.

"Vamos ter 2018 de novo com atenção, mas temos tranquilizado o governo, não corremos risco de desabastecimento de energia, mas sabemos que vamos ter custo alto da energia", disse ele, ressaltando que o mês de julho foi o pior em termos de chuvas do histórico do ONS, que vem desde 1931.

A bandeira vermelha 2 foi mantida em agosto pelo terceiro mês consecutivo. Isso significa um adicional de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bandeira vermelha permaneceu principalmente devido às "condições hidrológicas desfavoráveis e à redução no nível de armazenamento dos principais reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN)". A bandeira tarifária é mensal e a referente a setembro deve ser divulgada em 31 de agosto.

Maior peso na inflação

O aumento na conta de luz em julho foi o que mais pesou na inflação oficial medida pelo IPCA do mês, informou o IBGE. As famílias gastaram 1,54% mais com Habitação em julho, uma contribuição de 0,24 ponto percentual para o IPCA. O item energia elétrica ficou 5,33% mais caro.

Apesar da desaceleração em relação à alta de 7,93% em junho, a energia elétrica foi o item de maior impacto na inflação de julho, o equivalente a 0,20 ponto percentual.

O IPCA fechou julho com alta de 0,33% ante avanço de 1,26% em junho. A taxa acumulada no ano foi de 2,94%. Em 12 meses, acumulou elevação de 4,48%.

Além da continuidade da bandeira vermelha 2, houve reajustes nas tarifas em Porto Alegre, Brasília, Curitiba e São Paulo. A conta de luz recuou apenas em Belém (-0,01%), Goiânia (-1,83%) e Vitória (-0,30%), por conta da redução do PIS/Cofins. 

Combustível dá trégua

Os combustíveis deram trégua ao bolso das famílias em julho. Passada a pressão da paralisação dos caminhoneiros, os preços recuaram 1,80% em julho, segundo IBGE. O grupo dos Transportes saiu de elevação de 1,58% em junho para um avanço de 0,49% em julho. A gasolina passou de uma alta de 5% para recuo de 1,01% no período, enquanto o etanol de elevação de 4,22% em junho para queda de 5,48% em julho.

Por outro lado, a tarifa de ônibus urbano subiu 1,46% em julho, refletindo os reajustes no Rio e Rio Branco (6,57%). O ônibus intermunicipal aumentou 0,38%, enquanto o ônibus interestadual teve elevação de 8,70%. As passagens aéreas ficaram 44,51% mais caras em julho, após a queda de 2,05% de junho.

O INPC teve um avanço de 0,25% em julho, após a alta de 1,43% registrada em junho, segundo dados do IBGE. O índice acumula alta de 2,83% no ano. A taxa em 12 meses foi de 3,61%.

 

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