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Dinheiro do IR deve quitar dívidas e pode ser aplicado

Contribuinte precisa priorizar pagamentos de débitos com juros altos

Por *EDDA RIBEIRO

Economista afirma que todo dinheiro inesperado deve ser aplicável
Economista afirma que todo dinheiro inesperado deve ser aplicável -

Rio - Com a liberação, nesta segunda-feira, do quinto lote de restituição do Imposto de Renda de Pessoa Física, mais de 2,5 milhões contribuintes tiveram a restituição creditada em conta. Seja para quitar dívidas ou para poupar, é preciso 'diagnosticar' a situação financeira antes de usar o valor recebido da forma mais proveitosa. Especialistas orientam a priorizar quitar débitos com juros altos e, se sobrar algum, investir em títulos públicos.

"Ao sacar o valor, é preciso analisar as finanças, verificar se há pagamento de contas em atraso e criar prioridades. As mais urgentes são as dívidas que mais oneram, como cartão de crédito e cheque especial, que têm juros altos", explica Rogério Braga, educador e empreendedor da DSOP, que atua no ramo da Educação Financeira.

Braga orienta que, além das dívidas bancárias, o consumidor deve aproveitar para colocar as contas básicas em dia, como água e energia elétrica, afim de evitar corte de serviço. Os gastos começo e final de ano também podem ser pagos com esse extra, como IPTU ou matrícula escolar.

É o caso do analista de marketing Victor Sabino, 35. Ele conta que o destino de sua restituição já é certo. "Há pelo menos dez anos, uso o dinheiro que recebo para pagar o IPVA. As vezes não é suficiente, então poupo e vou adicionando aos poucos até completar o valor", diz.

De olho no futuro

Braga acredita ser possível investir, caso sobre algum dinheiro, para objetivos a médio ou longo prazos, seja para quem quer poupar e ter lazer futuro ou juntar o montante necessário para quitar uma dívida.

"As vezes o contribuinte precisa pagar a dívida num valor integral, e a restituição não cobre. Depositar numa caderneta de poupança ou investir no Tesouro Selic podem ser alternativas para completar o valor desejado", sugere.

Fernanda Fonseca, economista do Aplicativo Renda Fixa, encoraja o contribuinte. "Todo dinheiro inesperado é aplicável. Fazendo simulações, dá para ver o perfil de título mais adequado ao seu objetivo e ao valor recebido". No 'App Renda Fixa', disponível no Play Store, é possível simular clicando no item Calculadoras.

Há opção sem correr risco

Através da simulação do aplicativo, Fernanda Fonseca sugere investir em Tesouro Selic para quem não quer correr riscos. Com uma contribuição única, o investidor que fizer aporte de R$300 terá, por exemplo, no final de um ano, R$ 315,90.

O Certificado de Depósito Bancário e a Letra de Crédito Imobiliário, também títulos de renda fixa, têm rendimento aproximado, com variação de R$ 3. Com aporte mensal no Tesouro Selic, o cenário muda.

"Caso o investidor poupe e invista todos os meses R$ 30 em um produto que renda pela Selic, que é nossa taxa básica de juros e hoje está cerca de 6,4% ao ano, por exemplo, ele terá no final do período de um ano a quantia de R$370,68 na sua conta", explica a economista.

É necessário um valor mínimo de R$30 para começar um investimento no Tesouro Direto. Para aplicar, é preciso ter uma conta corrente e CPF e fazer cadastro no www.tesouro.fazenda.gov.br.

*Estagiária sob supervisão de Max Leone

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