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Para visto permanente, a saída é empreender

Por MARTHA IMENES

Para brasileiros que desejam sair do país e começar uma vida nova nos Estados Unidos, uma boa dica é a prorrogação do prazo para requerer o visto EB-5, ou visto de investidor, que garante visto permanente nos Estados Unidos com a contrapartida de investimento em projetos. O sucesso veio para pelo menos 280 brasileiros em 2017 que se mudaram para os EUA. O visto pode ser requerido até 7 de dezembro. Os interessados podem investir um mínimo de US$ 500 mil no programa.

Nos primeiros 24 meses, há o visto temporário, e após este tempo, é possível requisitar o visto permanente. O tempo de dois anos é determinado para que o dinheiro captado tenha gerado pelo menos dez postos de emprego em regiões estadunidenses.

Ana Elisa Bezerra, vice-presidente da LCR Capital Partners, que presta consultoria sobre projetos EB-5, alerta que esta prorrogação é importante para quem pode garantir o aporte de US$ 500 mil até dezembro. O valor não sofre reajuste desde os anos 90. “Uma das mais prováveis mudanças será o reajuste do valor mínimo de investimento, por isso a prorrogação oferece um bom momento para quem deseja aplicar para este visto”.

Um ponto destacado por Tadeu Ferreira, da LFA - Leaf, Ferreira de Araújo, especialista em Imigração, que reside em Miami, existem outras alternativas para quem não tem tanta grana para investir. O visto H1B, por exemplo, é conhecido como a "loteria do visto", e é um dos mais procurados. Nessa modalidade o candidato precisa ser bacharel em áreas que tenham atuação nos EUA, como por exemplo, professor. "É importante destacar que neste caso é preciso de um 'patrocinador'. Ou seja, alguém que contrate esse trabalhador", conta o advogado. Esse tipo de visto vale inicialmente por três anos e pode ser prorrogado por mais três. Caso o sortudo seja sorteado pelo governo, ele recebe o green card.

Outra forma de ir para os EUA é com o visto F1, que é o de estudante. Mas nesse caso não dá direito a green card e quando acabar o curso, caso não consiga um trabalho no país, o retorno ao Brasil é certo. Para o F1 é preciso ainda demonstrar que tem condições financeiras para estar no país durante o curso. E isso não é nada barato. "São necessários cerca de US$ 1,5 mil para despesas do curso, mais outros US$ 1,5 mil para pagar um aluguel e os gastos com alimentação e transporte, que deve dar em torno de US$ 500", explica Ferreira. Essa continha, no barato, dá uns US$ 60 mil de gastos por ano.

O chamado ‘visto de investidor’ para conseguir o green card teve o Brasil pelo terceiro ano consecutivo como país onde o consumidor mais busca esse tipo de empreendimento. Em 2017, o país mais procurado voltou a ser os EUA, onde brasileiros investiram US$ 37 bilhões, gerando mais de 74 mil empregos segundo levantamento da U.S. Bureau of Economic Analysis.

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