Operação fiscaliza postos suspeitos de receber combustível sem documentação

Secretaria estima que estabelecimentos têm dívidas de R$ 200 milhões em multas e impostos

Por O Dia

Auditores fiscais participaram da ação em 35 postos de combustíveis em várias cidades do estado
Auditores fiscais participaram da ação em 35 postos de combustíveis em várias cidades do estado -
Rio - Auditores fiscais da Secretaria Estadual de Fazenda fizeram nesta quarta-feira operação para fiscalizar 35 postos de combustíveis suspeitos de receber os produtos sem documentação fiscal. A pasta estima que os estabelecimentos têm dívidas da ordem de R$ 200 milhões em multas e impostos.
Os postos fiscalizados pela Operação Posto Frio II ficam localizados na capital do estado e nas cidades de Duque de Caxias, Niterói, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Nilópolis, Itaperuna, Nova Friburgo, Paty do Alferes, Aperibé, Carmo e São José de Ubá. Participaram da ação 34 auditores fiscais da Receita Estadual. Eles coletaram documentos para comparar as movimentações de compra e venda dos combustíveis e verificar a origem dos produtos.
“Se considerarmos a primeira etapa da Operação Posto Frio, que fiscalizou 24 postos em março, vamos chegar a um total de 59 estabelecimentos do setor vistoriados desde o início do ano, algo nunca visto na história”, afirmou o Superintendente de Fiscalização da Sefaz-RJ, Thompson Lemos.
A operação foi organizada pelo Centro de Monitoramento e Análise de Dados (CMAD) da Auditoria Fiscal Especializada (AFE) 14, responsável pelas Barreiras Fiscais, que cuidou da apuração dos dados e da escolha dos alvos.
No último fim de semana, a secretaria apreendeu, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), 13 caminhões de cargas de combustíveis com irregularidades nas notas fiscais que passaram pelas três Barreiras Fiscais do estado, levando à cobrança de mais de R$ 1 milhão em impostos e multas. De acordo com a pasta, os problemas mais encontrados foram diferenças entre o combustível informado no documento e o que realmente é transportado e destinatário inexistente.
Nos primeiros 60 dias de funcionamento do CMAD, criado em fevereiro deste ano, os auditores fiscais já apreenderam 30 caminhões de etanol com irregularidades fiscais. Esse número representa 60% de todas as apreensões feitas nos últimos dez anos e geraram a cobrança de um total de R$ 4,6 milhões em multas e impostos.
 

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