Júlio Bueno - Reprodução
Júlio BuenoReprodução
Por MARTHA IMENES
Rio - O crescimento e a recuperação do Estado do Rio de Janeiro são os principais focos do evento 'O Rio em Debate', que terá como tema Gás natural para o desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. E não é para menos: o Rio produz cerca de 50% do produto do país. "O gás é o grande vetor do desenvolvimento do Rio. É um mercado que tem possibilidade de expansão e de geração de empregos. E é disso que o Rio mais precisa neste momento", adverte Julio Bueno, ex-secretário estadual de Fazenda.
"A expectativa de mudança no modelo do setor promete alavancar a economia fluminense", afirma. Mas por que? Bueno explicou ao DIA que como a produção do pré-sal vai aumentar, a do gás também vai subir. "E com esse aumento da oferta teremos que impulsionar não só a produção, mas também a utilização do gás", diz ele. E que com a entrada de outros operadores no mercado haverá geração de empregos. Isso ocorre, segundo Bueno, porque as empresas terão que investir em infraestrutura para condução e armazenamento do gás e isso vai acabar impactando outros setores. "Afeta positivamente toda cadeia, da produção à comercialização", avalia.
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O simpósio vai reunir nomes importantes do setor de energia no Belmond Copacabana Palace Hotel, das 8h30 às 12h nesta quinta-feira.  Entre os palestrantes estão personalidades renomadas, como José Firmo, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP); Márcio Félix, secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia; e Décio Odone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O Rio em Debate é uma realização da HUB Economia em parceria com o jornal O DIA e o portal iG. A produção é do Fórum Empresarial do Rio de Janeiro.

Adoção de um novo modelo
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Especialistas do mercado avaliam que o setor de gás natural do Brasil é "subdesenvolvido e super regulado", e as reformas na regulação e adoção de novo modelo do setor, com a entrada de outros operadores no mercado além da Petrobras, são consideradas vitais para que o país possa explorar todo o potencial comercial de seus recursos. Por conta disso, o governo pretende relançar uma reforma regulatória para o setor de gás natural do país.
O ministro de Novas Minas e Energia, Bento Albuquerque, tem afirmado que a reforma do setor será elaborada e implementada em coordenação com o ministério e liderada pelo titular da Economia, Paulo Guedes, que defendeu medidas para estimular a entrada de gás barato e acessível no mercado interno. Guedes chegou a afirmar que o preço pode cair em até 50%.
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Albuquerque foi mais cauteloso: "Não sei se será uma redução de 50%, porque é muito difícil quantificar isso, mas o objetivo é se o valor da eletricidade gerada pelo gás natural for competitivo".