
"O fato de nós termos que contingenciar agora cerca de R$ 1,4 bilhão não significa, por certo, que no futuro tenhamos que inviabilizar atividades de outros ministérios. A cada dois meses nós temos essas reuniões e nossos técnicos do Ministério da Economia vêm buscando soluções, aquelas possíveis, dentro da legalidade, para darmos a oportunidade de chegarmos, até o final do ano, com orçamento previsto e controlado pelo Ministério da Economia nas melhores condições", afirmou à imprensa.
Com o bloqueio de hoje, o valor contingenciado do Orçamento de 2019 já soma R$ 31,224 bilhões. Originalmente, o governo teria de contingenciar R$ 2,252 bilhões, mas a equipe econômica usou R$ 809 milhões de uma reserva de emergência criada em março, reduzindo o valor do bloqueio adicional para R$ 1,443 bilhão.
A distribuição do contingenciamento pelas pastas só será anunciada na próxima semana, quando o governo editará um decreto detalhando o bloqueio. Os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público da União e a Defensoria Pública da União terão um contingenciamento adicional de R$ 16 milhões.
Tabela do frete
O temor do governo era que os caminhoneiros, insatisfeitos com a tabela supensa, desencadeassem uma greve nacional nos próximos dias. De acordo o porta-voz do governo, o presidente Jair Bolsonaro vem acompanhando a situação desde o fim de semana, com o objetivo se antecipar a problemas e tomar decisões que evitem uma paralisação da categoria.
"Desde ontem, logo depois do almoço, (o presidente) vem acompanhando de perto os fatos referentes a essa possibilidade, e sendo informado pelo ministro Tarcísio, pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional), por todos aqueles que têm um envolvimento direto ou indireto. Está bastante confiante que haja um avanço, a fim de chegarmos a um bom porto a partir da quarta-feira", informou Rêgo Barros.






