FMI reduz previsão de crescimento mundial

Situação de países emergentes pode atrasar recuperação econômica projetada para 2020

Por AFP

Contribuintes com débitos de IPTU e TCL, ISS, ITBI, e de taxas como TLE, TAP e TUAP, não inscritos em dívida ativa, poderão renegociar suas dívidas com descontos no Concilia Rio
Contribuintes com débitos de IPTU e TCL, ISS, ITBI, e de taxas como TLE, TAP e TUAP, não inscritos em dívida ativa, poderão renegociar suas dívidas com descontos no Concilia Rio -
Washington - As tensões comerciais e a contínua incerteza estão prejudicando o desempenho da economia global, que terá uma recuperação "precária" em 2020, advertiu o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira. No caso do Brasil, a previsão também é de redução na previsão do PIB.

As tensões comerciais estão prejudicando os investimentos e o FMI pediu aos países que não recorram a novas tarifas ao invés de negociar. Na revisão trimestral de seu relatório sobre "World Economic Outlook" (WEO), o FMI cortou sua projeção em 0,1 ponto para este ano e para o próximo ano, estabelecendo o crescimento esperado para 2019 em 3,2%, com expansão de 3,5% em 2020.

Mas o informe assinala que pelo caminho várias coisas podem dar errado.

"A recuperação do crescimento projetada para 2020 é precária e envolve a estabilização das economias de mercados emergentes e em desenvolvimento que estão passando por tensões e progresso no sentido de resolver as diferenças comerciais", afirma o FMI.

Enquanto isso, os Estados Unidos, que são o centro da maioria das tensões comerciais, registraram uma das poucas revisões para cima do relatório, sustentada por um crescimento robusto no início de 2019. O FMI melhorou as perspectivas do crescimento dos Estados Unidos em 0,3 ponto para uma expansão de 2,6% em 2019, mas advertiu para uma fragilidade da demanda, em parte devido às tensões comerciais.

Em 2020, o FMI espera que a economia americana cresça 1,9%. A China, maior alvo da política comercial protecionista nos Estados Unidos, já está experimentando uma desaceleração na atividade.

"Na China, os efeitos negativos do aumento das tarifas e o enfraquecimento da demanda externa exacerbaram a pressão sobre uma economia que já está experimentando uma desaceleração estrutural", alertou o FMI.

A revisão do FMI reduz o crescimento da China 0,1 ponto neste ano e no próximo, para 6,2% e 6%, respectivamente. Para a América Latina, o relatório registrou uma "considerável revisão para baixo" das previsões de crescimento em 2019, o que reflete a deterioração de grandes economias como o Brasil e o México.

"A região deve crescer a uma taxa de 0,6% em 2019 (0,8 ponto percentual a menos que no relatório WEO de abril) e subir para 2,3% em 2020", disse a entidade.

O relatório afirma ainda que a projeção para o Brasil foi reduzida em 1,3 ponto, com crescimento de 0,8% em 2019. Para o México, a redução foi de 0,7 ponto percentual, a 0,9%. Particularmente para a Venezuela, o panorama é ainda mais dramático. Ou o FMI espera que a economia venezuelana se contraia 35% quando, em abril, calculou 25%. A entidade disse que a economia da Venezuela está "implodindo".
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