Plano de saúde individual ou familiar terá correção de até 7,35%

Teto da correção atingirá oito milhões de usuários de convênios médicos com aniversário de contrato entre maio de 2019 e abril de 2020 em todo o país

Por O Dia

O reajuste é válido para os planos de saúde individuais ou familiares médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/98
O reajuste é válido para os planos de saúde individuais ou familiares médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/98 -
Rio - As mensalidades dos planos de saúde individuais ou familiares com aniversário de contratos entre maio de 2019 e abril de 2020 terão um reajuste máximo de 7,35%. O anúncio do percentual foi feito nesta terça-feira pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O teto da correção atingirá um total de oito milhões de usuários de convênios médicos em todo o país, conforme a ANS.

O reajuste é válido para os planos de saúde individuais ou familiares médico-hospitalares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei 9.656/98. A decisão da agência reguladora será publicada amanhã no Diário Oficial da União.
A ANS orienta que os usuário de planos individuais devem ficar atentos aos seus boletos de pagamento. De acordo com o órgão, o cliente precisa observar se o percentual de reajuste aplicado é igual ou inferior ao definido pela agência; se a cobrança com o índice de reajuste está sendo feita a partir do mês de aniversário do contrato, que é o mês em que o contrato foi firmado.

Somente as operadoras autorizadas pela ANS podem aplicar reajustes, conforme determina a Resolução Normativa 171/2008.
Para chegar ao percentual máximo de reajuste, a ANS informou que usou, pela primeira vez, uma metodologia de cálculo que combina a variação das despesas assistenciais com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - retirando-se deste último o item Plano de Saúde.
O modelo baseia-se diretamente no segmento de planos individuais e tem um componente que transfere a eficiência média das operadoras para os beneficiários, resultando na redução do índice de reajuste. A base de dados é pública e auditada, conferindo, assim, maior transparência e previsibilidade.

"Este ano, trouxemos para o cálculo do reajuste um elemento muito importante, que é o Fator de Ganhos de Eficiência (FGE). Além de ser um incentivo para que as operadoras melhorem a gestão de seus negócios, o FGE evita que haja um repasse automático dos custos das empresas aos consumidores", destaca o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.


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