Conselho de Previdência aprova redução dos juros do consignado do INSS

Taxa do empréstimo baixou de 2,08% para 1,80% ao mês. Para operações no cartão de crédito, o teto caiu de 3% para 2,70% ao mês

Por O Dia

O chamado spread bancário também influencia os juros altos
O chamado spread bancário também influencia os juros altos -
Rio - O teto dos juros de empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS ficou menor. O Conselho Nacional de Previdência aprovou nesta terça-feira a redução do atual patamar de 2,08% para 1,80% ao mês dos créditos com desconto em folha. Para operações feitas pelo cartão de crédito, o teto dos juros baixou de 3% para 2,70% ao mês.

O prazo para pagamento dos empréstimos consignados também mudou. Passou de 72 meses para 84 meses. As medidas fazem parte do conjunto de ações elaboradas pela equipe econômica para tentar conter os efeitos do avanço do novo coronavírus no País.

Inicialmente, o governo havia proposta que a redução da taxa máxima de juros do cartão de crédito consignado fosse de 3% ao mês para 2,6% ao mês.

Para o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, é importante que os beneficiários do INSS possam acessar mais facilmente o crédito e com menor taxa de juros. "É uma situação difícil, o crédito pode ajudá-los", afirmou.

Na defesa, o governo argumentou também que a taxa de juros básica está no seu piso histórico, a 4,25% ao mês. "Enquanto a taxa Selic caiu praticamente pela metade entre final de 2017 e março de 2020, não houve alteração do teto do juros do empréstimo consignado do INSS, havendo um descompasso", diz a apresentação do governo.

Na reunião, um representante do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (Desig) do Banco Central ponderou que 34% do volume de concessões de empréstimos consignados no 4º trimestre de 2019 teve uma taxa média acima do teto proposto pelo governo. Apenas em janeiro de 2020, esse porcentual foi de 35%.

O representante da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), por sua vez, alertou que o aumento do prazo da linha pode elevar a inadimplência. Além disso, a entidade advertiu que pode haver "risco de falta de oferta de crédito" para o público que recebe até dois salários mínimos (R$ 2.090), caso seja estabelecido um teto incompatível com o custo da operação. Nesses casos, o tíquete médio do crédito é menor, mas os custos são os mesmos.

A Febraban propôs que o teto da taxa de juros nos empréstimos fosse de 1,98% ao mês. No cartão de crédito, a sugestão da entidade era que fosse reduzida a 2,90% ao mês.


Com informações da Agência Estadão Conteúdo.

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