
Mesmo assim, a expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é de queda histórica das vendas, de 31,6% neste ano em relação a 2019, o que representaria uma perda de R$ 738 milhões. De acordo a CNC, o faturamento do varejo na Páscoa deve alcançar R$ 1,598 bilhão este ano, contra R$ 2,336 bilhões no período passado.
Em dezembro de 2019, a CNC projetou que o comércio iria registrar, em 2020, o maior avanço anual no volume de vendas em sete anos. A estimativa era de aumento de 5,5%.
Estratégias
Para tentar vender o estoque e reduzir prejuízos, os lojistas optaram por estratégias como descontos nos produtos e frete gratuito. Com isso, o valor médio das vendas, ainda em março, caiu até 15% em comparação com um mês normal. Já o número de lojistas que arcaram com o envio da mercadoria aumentou de 30% para 55%, segundo levantamento feito pela Stilingue, plataforma de inteligência artificial.
A plataforma coletou 223.817 postagens no Facebook, Instagram, Youtube e Twitter. Do total de menções, 3,9% reiteraram o desejo de consumo de ovos de páscoa, com as expressões "queria tanto", "só queria", "queria um".
A pesquisa também indicou o crescimento do anúncio de venda de produtos caseiros. Este ano, o volume representou 8,8% frente aos 6,4% do ano anterior. Os interesses, porém, permanecem semelhantes: ovos de colher, bolos e brigadeiros, representando mais de 26% dos produtos anunciados.
Outra adequação notada foi a opção de delivery dos ovos, sendo que 45% dos conteúdos que anunciavam produtos à venda disponibilizaram serviços de entrega. As principais marcas e restaurantes prepararam descontos e investiram em entregas próprias sem custo ou parcerias, como empresas de aplicativos de entrega.






