Fatores como manutenção do emprego e controle da inflação elevaram o índice de confiança dos consumidoresPedro Ivo/Arquivo O Dia
Publicado 25/03/2026 08:45 | Atualizado 25/03/2026 08:45
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) sobe 2,0 pontos em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, para 88,1 pontos, informou nesta quarta-feira, 25, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado sucede dois meses de quedas consecutivas. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,3 ponto.
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"A alta da confiança em março foi impulsionada pela melhora das expectativas para os próximos meses e disseminada entre as faixas de renda, com exceção aos consumidores que recebem acima de R$ 9.600. Entre os quesitos, o indicador que mede a percepção financeira futura das famílias foi o que mais contribuiu para o resultado agregado, num movimento de redução do pessimismo das finanças pessoais", avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.
Em março, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,3 ponto, para 83,2 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) subiu 3,4 pontos, para 92,1 pontos.
"Fatores como a manutenção do emprego e da renda, controle da inflação e redução recente das taxas de juros parecem ter influenciado positivamente a percepção sobre o horizonte futuros dos consumidores", completou Gouveia.
Dentro do IE, o indicador de situação econômica local futura subiu 1,8 ponto, para 105,5 pontos; o de situação financeira futura das famílias avançou 6,5 pontos, para 89,4 pontos; e o indicador de compras de bens duráveis cresceu 1,1 ponto, para 82,8 pontos.
No ISA, a percepção sobre a situação econômica local atual caiu 1,4 ponto, para 94,7 pontos, e a avaliação da situação financeira atual das famílias aumentou 0,8 ponto, para 72,1 pontos.
Entre as faixas de renda, o ICC das famílias que recebem até R$ 2.100 expandiu 5,4 pontos, para 85,3 pontos. Na faixa de renda de R$ 2.100,01 a R$ 4.800, houve alta de 3,5 pontos, para 86,6 pontos. Já no grupo que recebe entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600 mensais, houve alta de 2,8 pontos, para 87,7 pontos, enquanto os consumidores com renda superior a R$ 9.600 registraram queda de 3,9 pontos na confiança, em 92,2 pontos.
A coleta de dados para a edição de março foi realizada entre 1º e 20 do mês.
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