Carga horária da capacitação é de 12 horas no caso de enfermeiros e 6 horas para médicosRafel Nascimento/MS
Publicado 09/04/2026 16:18
O governo federal iniciou a segunda fase das oficinas de qualificação para a inserção do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel no SUS, conhecido como Implanon. A previsão é qualificar mais 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta do método na rede pública. Serão mais 32 treinamentos em todo o país, com foco em municípios com menos de 50 mil habitantes. No Rio de Janeiro, a oficina será realizada na capital fluminense nos dias 29 e 30. A previsão é que 160 profissionais da atenção primária do Estado sejam treinados para ofertar métodos contraceptivos, incluindo a inserção do Implanon, além de abordagens que visam o diálogo sobre a saúde sexual e reprodutiva do paciente.

As oficinas são presenciais e combinam teoria e prática com uso de simuladores anatômicos, supervisionadas por facilitadores do Ministério da Saúde. A carga horária foi ampliada para 12 horas no caso de enfermeiros e 6 horas para médicos, com foco na prática segura e no cumprimento das normativas profissionais. Os encontros também incluem espaços de diálogo com gestores locais para fortalecer a implementação nos territórios.

Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 500 mil unidades para todos os estados, priorizando municípios com mais de 50 mil habitantes e critérios de vulnerabilidade social. O estado do Rio já recebeu cerca de 54 mil implantes. E para 2026, está prevista a entrega de mais 1,3 milhão de unidades do Implanon.

A realização das oficinas integra a estratégia de implementação do Implanon no SUS, que busca qualificar os profissionais para inserção, retirada e manejo de possíveis intercorrências e reforçar a conduta nas consultas em saúde sexual e reprodutiva.  

Sobre o Implanon
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O implante subdérmico é um método considerado vantajoso para prevenir a gravidez não planejada por sua longa duração e alta eficácia, podendo atuar no organismo por até três anos. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.

O Implanon integra o rol de métodos contraceptivos gratuitos do SUS — que inclui preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral e vasectomia, entre outros. O Ministério da Saúde reforça, contudo, que o uso de preservativos é indispensável, por ser o único método que garante proteção simultânea contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
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