Lula afirmou que já esperava agressividade de Flávio BolsonaroMarina Uezima/Parceiro/Agência O Dia
Publicado 19/10/2026 10:02
Após o primeiro debate presidencial para o segundo turno da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, avaliou no fim da noite do domingo (18), que foi um encontro com o nível "muito baixo" em razão das denúncias de corrupção. O petista reforçou o desafio feito ao adversário Flávio Bolsonaro (PL) para os dois abrirem seus sigilos bancários e telefônicos.

"Eu acho que foi o primeiro debate que nós fizemos. Eu acho que foi um debate que está em um nível muito baixo porque é muita denúncia de corrupção. Por isso que eu resolvi fazer o desafio ao Flávio Bolsonaro para que a gente possa abrir o nosso sigilo bancário, nosso sigilo telefônico, para saber quem é quem nesse país", declarou em coletiva de imprensa, após o debate promovido pela Band.

O presidente afirmou que esta seria sua única arma para provar quem ele é à população, depois de tantos escândalos como do Banco Master e o que ele chamou de "quadrilha da previdência", ao se referir ao escândalo do INSS. "Aliás, eu me dispus a fazer (quebra de sigilo) da minha família inteira, e que ele faça o da família dele, que a gente vai saber qual é a família que praticou roubo nesse país", disse.

Ao ser questionado sobre a agressividade do oponente Flávio, Lula disse que já esperava o comportamento. O presidente afirmou, ainda, que um debate é sempre positivo, mas que o nível "poderia ser maior".

Flávio e Lula estão tecnicamente empatados, mostra BTG/Nexus

Publicidade
Flávio Bolsonaro tem 46,5% das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto Lula registra 45,9%, segundo a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19). Considerando os porcentuais originalmente divulgados em cada levantamento, a distância numérica passou de 3 para 0,6 ponto porcentual. Os candidatos permanecem tecnicamente empatados.

A Nexus informa que, a partir desta rodada, passa a publicar os porcentuais com uma casa decimal. Os dados da série histórica também foram reapresentados nesse formato. Segundo o instituto, devido ao arredondamento, a soma dos porcentuais pode variar de 99,9% a 100,1%.

Nos comparativos, utilizamos os porcentuais originalmente divulgados pelo instituto na primeira pesquisa deste segundo turno, publicada na última terça-feira (13), ainda sem casas decimais.

Naquela rodada, Flávio tinha 48% e Lula, 45%. Na comparação com esses resultados, o senador oscilou 1,5 ponto porcentual para baixo, e o presidente, 0,9 ponto para cima, dentro da margem de erro. Nenhum, branco e nulo somam agora 4,7%, ante 5%. Não sabe ou não respondeu passou de 2% para 2,9%.

Nos votos válidos, que descartam nulos e brancos, Flávio tem 50,3% (ante 52%), e Lula, 49,7% (ante 48%). Na espontânea, ambos registram 44,5%. Antes, o senador tinha 46%, e o petista, 44%.
Leia mais