Publicado 22/02/2024 12:58 | Atualizado 22/02/2024 13:05
Rio - Daniel Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão, nesta quinta-feira (22), pela juíza Isabel Delgado Pérez, da 21ª Seção da Audiência de Barcelona. O tribunal considerou o ex-jogador culpado por agressão sexual. Porém, o brasileiro não deve cumprir toda a pena na prisão espanhola, já que existem mecanismos que permitem diminuir o tempo.
O ex-jogador já cumpriu 13 meses em detenção preventiva. O regime do sistema penitenciário espanhol permite que o detento saia em determinados dias após cumprir mais da metade da pena, desde que volte para dormir. Ou seja, a partir de abril de 2025. Este mecanismo da justiça espanhola visa a reinserção do sujeito na sociedade.
Já se comprovar bom comportamento, Daniel Alves poderá deixar a prisão com dois terços do cumprimento da pena, no fim de janeiro de 2026. Neste caso, passaria à liberdade vigiada. Além da pena de prisão, o ex-jogador foi condenado a cinco anos de liberdade vigiada, que é uma medida em que o condenado não tem a liberdade privada e deve se manter localizável por meio de aparelhos que permitam seu rastreio.
Além dos penas de prisão e liberdade vigiada, Daniel Alves será obrigado a ficar pelo menos um quilômetro de distância da casa e do local de trabalho da vítima e não tentar qualquer contato com ela. O brasileiro ainda terá que pagar uma indenização de 150 mil euros (R$ 805 mil) por danos morais e físicos e arcar com as custas do processo. A advogada Inés Guardiola promete recorrer e acredita na inocência.
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