Samir Xaud é o presidente da CBFStaff Images / CBF
Publicado 27/01/2026 16:47
Rio - A CBF anunciou nesta terça-feira (27) a criação do Programa de Profissionalização da Arbitragem (PRO), uma iniciativa inédita no futebol brasileiro que marca um novo modelo de atuação para árbitros nacionais. O projeto começa a ser implementado a partir de março. Neste primeiro momento, contemplará 72 profissionais que atuarão prioritariamente na Série A do Brasileirão.
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A entidade prevê um investimento de cerca de R$ 195 milhões no biênio 2026 e 2027, com foco em corrigir problemas estruturais históricos da arbitragem. Os selecionados passarão a receber salários mensais, além de taxas variáveis e bônus por desempenho, sendo necessária a dedicação prioritária à função, embora sem exigência de exclusividade.
O programa foi elaborado pelo "Grupo de Trabalho de Arbitragem" que reuniu clubes das Séries A e B, árbitros, federações, associações e consultores internacionais. A proposta se apoia em quatro pilares: Estrutura Geral, Tecnologia e Inovação, Excelência com Saúde e Capacitação Técnica, buscando alinhar o futebol brasileiro a modelos adotados em grandes ligas europeias.
Dos 72 profissionais incluídos, 20 serão árbitros centrais, 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR), com presença significativa de integrantes do quadro da Fifa. Todos serão avaliados de forma contínua por observadores e uma comissão técnica, com critérios como controle de jogo, aplicação das regras, preparo físico e comunicação.
O desempenho ao longo da temporada definirá um ranking atualizado rodada a rodada, com possibilidade de rebaixamento e promoção anual. Além disso, eles terão planos individualizados de treino, acompanhamento médico e psicológico, monitoramento tecnológico e avaliações físicas periódicas.
Para a CBF, o programa representa uma mudança estrutural aguardada há décadas e atende a uma demanda recorrente de clubes, atletas e torcedores. A expectativa da entidade é que o novo modelo eleve o nível técnico da arbitragem e contribua para maior credibilidade das competições nacionais.
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