Publicado 10/08/2026 15:56
O árbitro somali Omar Artan, que foi barrado pelo governo dos Estados Unidos e não pôde participar da última Copa do Mundo, comentou sobre a frustração por ter ficado de fora do Mundial. No entanto, ele ressaltou como o trabalho duro compensa, dias antes de se tornar o primeiro não-europeu a apitar a Supercopa da Uefa.
"Foi um período muito difícil", admitiu. "Muitas pessoas simpatizam comigo, porque quando alguém trabalha por muitos anos e deveria realizar algo, mas não consegue, é muito desafiador. Mas eu realmente aprecio o apoio que recebi em todo o mundo. Sou muito grato", disse, em entrevista ao site da entidade europeia, publicada nesta segunda-feira (10).
A Supercopa da Uefa abre a temporada europeia e coloca frente a frente os campeões da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Neste ano, o duelo será entre PSG e Aston Villa, nesta quarta-feira (12), às 16h, em Salzburg, na Áustria. Além da taça, a partida também terá um sabor especial para Artan.
Publicidade "Foi um período muito difícil", admitiu. "Muitas pessoas simpatizam comigo, porque quando alguém trabalha por muitos anos e deveria realizar algo, mas não consegue, é muito desafiador. Mas eu realmente aprecio o apoio que recebi em todo o mundo. Sou muito grato", disse, em entrevista ao site da entidade europeia, publicada nesta segunda-feira (10).
A Supercopa da Uefa abre a temporada europeia e coloca frente a frente os campeões da Liga dos Campeões e da Liga Europa. Neste ano, o duelo será entre PSG e Aston Villa, nesta quarta-feira (12), às 16h, em Salzburg, na Áustria. Além da taça, a partida também terá um sabor especial para Artan.
"Quando recebemos essa ligação [para informar sobre sua escalação à Supercopa], foi, para mim e para minha família, um momento realmente muito, muito feliz", disse ele. "Existe uma grande comunidade somali na Europa e na Áustria, e eles estão radiantes com o fato de eu apitar um jogo como esse."
O somali foi escolhido para apitar o duelo entre europeus devido a um memorando de entendimento assinado no final de abril entre a Uefa e a Confederação Africana de Futebol para incentivar a cooperação em diversas áreas, incluindo a arbitragem.
Artan ainda falou da sua preparação para os jogos. "Nós, árbitros, passamos por muita preparação para conhecer as equipes", explica ele. "Eu sempre assisto aos jogos dos times. Gosto de assistir ao futebol europeu de qualquer maneira, mas, independentemente disso, faço uma pesquisa aprofundada sobre as equipes, como jogam, seus comportamentos, táticas e muitas coisas do tipo."
O somali foi escolhido para apitar o duelo entre europeus devido a um memorando de entendimento assinado no final de abril entre a Uefa e a Confederação Africana de Futebol para incentivar a cooperação em diversas áreas, incluindo a arbitragem.
Artan ainda falou da sua preparação para os jogos. "Nós, árbitros, passamos por muita preparação para conhecer as equipes", explica ele. "Eu sempre assisto aos jogos dos times. Gosto de assistir ao futebol europeu de qualquer maneira, mas, independentemente disso, faço uma pesquisa aprofundada sobre as equipes, como jogam, seus comportamentos, táticas e muitas coisas do tipo."
Relembre o caso
Artan, eleito em 2025 o melhor árbitro de futebol masculino pela Confederação Africana de Futebol (CAF), acabou impedido de entrar nos Estados Unidos ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Miami, no início de junho.
Um porta-voz do Departamento de Estado do país declarou, na ocasião, que o juiz era "suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas".
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou a ausência do árbitro. "Claro que é lamentável o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Mas, mais uma vez, nós não controlamos tudo. Nós tentamos, vamos discutir, vamos falar e vamos ver. Talvez, às vezes, seja bom também, você sabe, relaxar. Nós trabalhamos em tudo, nós tentamos resolver tudo."
Um porta-voz do Departamento de Estado do país declarou, na ocasião, que o juiz era "suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas".
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou a ausência do árbitro. "Claro que é lamentável o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália. Mas, mais uma vez, nós não controlamos tudo. Nós tentamos, vamos discutir, vamos falar e vamos ver. Talvez, às vezes, seja bom também, você sabe, relaxar. Nós trabalhamos em tudo, nós tentamos resolver tudo."
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