Publicado 10/08/2026 16:37 | Atualizado 10/08/2026 16:42
A Associação Palestina de Futebol (PFA) anunciou nesta segunda-feira (10) a retomada de suas atividades no início de setembro, após uma interrupção de três anos por conta da guerra em Gaza.
PublicidadeO primeiro torneio da PFA será chamado de "Copa dos Mil Mártires", em homenagem aos 1.014 jogadores palestinos mortos durante o conflito, segundo dados da federação.
"Anunciamos que retomaremos nossas atividades esportivas e o campeonato a partir do próximo dia 4 de setembro", declarou o presidente da entidade, Jibril Rajoub, em entrevista em Ramallah.
A competição reunirá 226 clubes: 146 da Cisjordânia ocupada, 44 da Faixa de Gaza e 36 de campos de refugiados palestinos no Líbano.
A guerra que teve início após o ataque do Hamas em Israel no dia 7 de outubro de 2023 "criou condições difíceis para todos os palestinos, levando à suspensão de nossas competições e atividades", afirmou Rajoub.
"Mas nós não perdemos a nossa vontade nacional, nem a convicção de que o esporte segue sendo um símbolo de esperança e de vida", acrescentou.
O dirigente pediu à Fifa e outras federações apoio à PFA, que enfrenta sérias dificuldades financeiras, e proteção ao direito de jogadores, crianças e clubes de praticarem o esporte "livremente e com dignidade".
Em um comunicado recente, a federação palestina questionou a Fifa, ao perguntar se o órgão que rege o futebol mundial "ainda tem coragem de aplicar seu regulamento a todos de forma igual (...) sem ceder a pressões políticas".
Há anos, a PFA vem exigindo punições aos clubes israelenses sediados em assentamentos na Cisjordânia e a suspensão da filiação de Israel à Fifa.
"Não exigimos privilégios. Reivindicamos direitos legítimos garantidos pelas leis e estatutos esportivos", destacou Rajoub.
O dirigente também anunciou que a seleção da Palestina vai disputar um amistoso contra a China em setembro, como preparação para a Copa da Ásia, que começa na Arábia Saudita em janeiro.
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