Doué celebra gol marcado na vitória do PSG sobre o Aston VillaFranck Fife / AFP
Publicado 12/08/2026 18:21
Pela oitava edição seguida, o título da Supercopa da Europa termina com o ganhador da Champions League. Desta vez, com um bicampeão. Detentor do troféu, o Paris Saint-Germain desbancou mais um rival inglês para largar a atual temporada como a passada, dando a volta olímpica. Nesta quarta-feira, fez 2 a 1 em um empolgado Aston Villa, em Salzburg, na Áustria, repetindo o feito de 2025, quando bateu o Tottenham nos pênaltis.

Escolhido pelos companheiros de PSG para ser o candidato do clube à Bola de Ouro da temporada passada, Kvaratskhelia abriu o marcador na Red Bull Arena. O jovem Madjo deixou tudo igual ainda na primeira etapa para os vencedores da Europa League. Doué decidiu após segundos de apreensão com o VAR validando seu gol inicialmente anulado por impedimento pelo auxiliar.
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Foi a 13ª taça da forte equipe francesa sob o comando do espanhol Luis Enrique. Para o capitão Marquinhos, um feito difícil de ser somado no planeta. No PSG desde 2013/14, o brasileiro somou sua 40ª taça no clube e a 43ª da carreira, superando o lateral-direito Daniel Alves, que tinha 42. Apenas o argentino Messi, com 46, tem mais conquistas.

EQUIPE TITULAR PELA PRIMEIRA VEZ EM PRIMEIRO TEMPO DE ALTO NÍVEL

Atual detentor da taça da Supercopa, o bicampeão da Liga dos Campeões entrou em campo em Salzburg como favorito e com suas principais estrelas escaladas, exceção de Dembélé, no banco de reservas. Luis Enrique já havia dito na véspera que utilizaria os titulares pela primeira vez pregando total respeito à disputa que abre a temporada europeia.

Do lado inglês, de olho em uma taça que ergueu no longínquo ano de 1982, o técnico Unai Emery tinha uma equipe bastante modificada e com o volante brasileiro João Gomes entre os titulares. A principal ausência era o goleiro argentino Dibu Martínez, descansando após o vice da Copa do Mundo diante da Espanha.

Banido de apitar na Copa do Mundo, o árbitro somali Omar Artan foi o escolhido pelo Uefa para a decisão, após a frustração de ser impedido de entrar nos Estados Unidos, como reconhecimento de sua excelência na profissão.

Carente de ritmo, os jogadores do PSG admitiam que podiam sofrer com o físico e realmente demoraram para mostrar toda a qualidade que rendeu o bicampeonato da Champions. Camara foi quem deu o primeiro susto na partida, em batida raspando a trave de Safonov O Aston Villa é quem se portava mais no ataque e tentava propor o jogo.

O time francês demorou a chegar, mas quando o fez foi fatal. Primeiro com Doué parando em milagre de Bizot, e, na sequência da jogada, após a zaga não conseguir afastar o perigo, com o astro Kvaratskhelia colocando 1 a 0 no placar. O georgiano recebeu pela esquerda, cortou para o pé direito e soltou a bomba.

Com o passar do tempo, o PSG cresceu uma enormidade em campo e já era o senhor da partida. Kvaratskhelia pediu uma penalidade por empurrão. Nada. Já o cruzamento de Nuno Mendes passou por três jogadores dentro da área sem que alguém desviasse às redes e ampliasse o marcador.

Os franceses, contudo, se retraíram para levar a vantagem ao descanso e pagaram caro com novo crescimento dos ingleses. O jovem estreante Madjo, de 17 anos, infernizava a defesa francesa e precisou de cinco oportunidades para anotar o 1 a 1. A primeira cabeçada passou raspando e a segunda foi pelo alto. O centroavante ainda bateu forte para fora e carimbou a trave. De tanto insistir, deixou sua marca já nos acréscimos.

DOUÉ DECISIVO APÓS CONSULTA AO VAR

Luis Enrique teve de se render a Dembélé, lançando seu goleador após o intervalo. Não imaginava levar sufoco após abrir o marcador e ainda viu Safonov fazer grande defesa para evitar a virada logo na largada da etapa final.

Em trama pela direita com Dembélé e Hakimi, Doué fez o segundo do PSG aos 15 minutos. Mas o auxiliar anotou impedimento. Após alguns segundos de apreensão, o VAR confirmou o lance, para festa dos franceses.

Acostumado a ganhar taças na Europa, Unai Emery trocou peças, tirou o brasileiro João Gomes e colocou o Aston Villa ainda mais no ataque. O time até chegou com perigo, mas parou em Safonov ou pecou na hora do toque final para buscar o 2 a 2. O PSG não aproveitou as falhas na saída de bola dos ingleses, viu Dembélé finalizar muito longe do alvo, sozinho, mas conseguiu segurar a vantagem e festejou nova largada festiva em uma temporada.
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