Publicado 09/05/2026 22:24
Rio - O empresário John Textor, que foi afastado do comando da SAF do Botafogo em abril, revelou que fez uma proposta ao clube social para retornar. Ele, que concedeu entrevista ao Canal do Anderson Motta, chamou a ideia de "SAF Social 2.0".
Publicidade"Fiz uma proposta há pouco mais de uma semana, que diz, em primeiro lugar, que quero que o clube social vote afirmativamente à minha proposta de investimento de 25 milhões de dólares. Com base nisso e, olhe, se for meu capital, ótimo. Se o clube social tiver ideais para capital, ótimo. O clube precisa de dinheiro. Então, vamos colocar dinheiro para dentro".
Na sequência, o americano destacou que com o aceite do dinheiro e o trabalho em conjunto com o clube social, eles terão tempo e poderão ser pacientes para negociar o valor que o Botafogo cobra do Lyon.
"No que diz respeito a um novo acordo de governança... Isso é muito importante. Eu chamo de 'SAF social 2.0'. A segunda chance. Aprendemos muito um sobre o outro e acho que deveríamos fazer diferente".
Veja mais algumas ideias citadas por Textor
CONSELHO FISCAL
"Primeiro, o Conselho Fiscal precisa de presença no local. Nós compartilhamos tudo com o Conselho Fiscal e você ouve outros no clube social dizendo erroneamente que não estamos compartilhando informações. Bem, isso é besteira. Compartilhamos tudo com o conselho fiscal, mas eu gostaria de fazer melhor".
"Gostaria que eles trabalhassem nos escritórios do Botafogo. Gostaria que o chefe do Conselho Fiscal do clube social se sentisse à vontade para almoçar com meu diretor financeiro, conversar sobre números, futebol e até sobre as praias no fim de semana. Mas o acesso presencial do Conselho Fiscal seria ótimo para garantir total transparência".
CONSELHO DE FUTEBOL
"Adoro a ideia de um comitê de futebol. O que as pessoas do clube social querem, o que os torcedores querem... Eles querem envolvimento no clube de futebol. E foi triste que o clube social precisou vender o clube, criar a SAF. Mas por que isso significa que eles não podem ter mais de estarem ligados ao futebol? Tenho uma nova ideia que seria criar um conselho de futebol. A maioria desse comitê seria dominada pelos profissionais, pelos especialistas, olheiros, Alessandro Brito, Léo (Coelho).
"Gostaria de incluir o clube social como parte desse comitê de futebol para discutir nossas decisões, nossas estratégias, nossa Academia. Nesse comitê, teria o presidente do clube social, um membro do Conselho Fiscal. Então, ele pode fornecer uma perspectiva econômica para as decisões que estamos tomando, e eles entenderem melhor também ao mesmo tempo".
"O terceiro membro do clube social... Eu amo essa ideia... Vamos ter o Conselho Deliberativo. Que eles façam uma eleição. Todo ano eles escolhem um cara no clube social e ele precisa ser eleito para ser o indicado do clube social nesta comissão. Então, a comissão teria pelo menos três membros do clube social".
PRESENÇA DA TORCIDA
"Outra coisa que acho que devemos discutir são os indicados do Camisa 7, os indicados das torcidas organizadas. Não podemos deixar a lista muito grande. Se ficar muito grande, não conseguiremos nos reunir com regularidade, mas você me conhece. Eu sempre gosto de falar sobre futebol. Gosto de conversar com os torcedores. Gosto de conversar com todos."
"Então, por que não convidar os principais membros do nosso clube social, nossos associados e nossos torcedores organizados, e aproximá-los mais? Eu diria que o Camisa 7 e as organizadas não precisam estar presentes todas as semanas, mas podem participar dessas reuniões trimestralmente, quatro vezes por ano, o que é quatro vezes mais do que acontece agora. Adoro a ideia de sermos mais inclusivos".
PORCENTAGEM DA SAF
"Quanto à propriedade, atualmente o clube social detém 10% das ações. Eu propus ao JP e ao Durcesio, na semana passada, que dobrássemos essa porcentagem, aumentássemos para 20%. Não que eles precisem dos 20%, pois o clube social nunca quer vender suas ações, mas imagine se dobrássemos para 20% e permitíssemos que o clube social vendesse esses 10% extras com base na avaliação deste nosso grande clube".
"Isso poderia gerar cerca de 20 milhões em receita, em dinheiro vivo, para o clube social, para ajudar com regatas, basquete, piscinas, já que o clube social não tem mais fontes de receita suficientes agora que não está mais ligado ao futebol. Então, eu chamaria isso de novo acordo entre a SAF e a Social 2.0".
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