John Textor vive situação delicada na SAF do BotafogoVí­tor Silva / Botafogo

John Textor não está mais à frente da SAF do Botafogo. Pelo menos até a próxima semana, quando o Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) pode rever a decisão proferida nesta quinta-feira (23).
O que desencadeou a saída do empresário americano foi o pedido de recuperação judicial sem a anuência dos outros sócios, clube e Eagle Bidco (controlada atualmente pelos credores), como prevê a diretriz da empresa. Entretanto, essa situação foi apenas a gota d'água entre outras ações contestadas do então dono da SAF alvinegra.
"As medidas adotadas pela SAF Botafogo sob administração do Sr. John Charles Textor têm o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo", diz a decisão assinada pela presidente do Tribunal Arbitral da FGV, Adriana Braghetta, e os outros dois juízez: Alina de Miranda Valverde Terra e Lauro da Gama e Souza Júnior.
Diante da saída temporária de Textor no comando da SAF, a Assembleia Extraordinária marcada para segunda-feira (27) foi cancelada. Essa também está na decisão da FGV, já que o encontro trataria de uma proposta do próprio empresário de aporte de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 125 milhões) com a criação de mais ações, o que não tinha apoio da Eagle, agora sob o comando dos credores como a Ares, e do Botafogo social. Com isso, segue indefinida a grave crise financeira da SAF.
A saída de Textor, informada primeiro pelo Canal do Manel e confirmada por O Dia, é uma vitória da Eagle, que na última semana deu entrada novamente com um pedido contra o empresário. Desta vez, com o apoio do clube
Até então, o estadunidense estava à frente da SAF alvinegra graças a uma liminar na Justiça. Afinal, já tivera decisão contrária na Inglaterra, que o tirou do comando da Eagle Bidco. Para seguir no controle do Botafogo, ele buscou a compra de novas ações que seriam emitidas caso o aporte de 25 milhões de dólares fosse aprovado.
O Tribunal Arbitral voltará a tratar do afastamento do empresário na quarta-feira (29). E pode mudar a decisão inicial após analisar as manifestações de todas as partes envolvidas. Até lá, o comando da SAF do Botafogo deve ficar com a Eagle, que avalia nomes.