John Textor, dono da SAF do BotafogoVitor Silva / Botafogo

John Textor não mostrou-se preocupado com os movimentos de Palmeiras e Cruzeiro para contratar Alexander Barboza. O empresário estadunidense, inclusive, negou ter chegado ao Botafogo uma proposta do clube paulista, que tem conversas avançadas com o zagueiro.
O dono da SAF alvinegra também brincou sobre a possibilidade de a equipe mineira contar com a ajuda do técnico Artur Jorge para convencer o argentino.
"É normal o contato entre os departamentos de futebol. Mas não vi proposta do Palmeiras. Ouvi que o Artur Jorge estaria vindo atrás do Barboza. Acho que ele deveria ligar para o seu parceiro, amigo e assistente Franclim (atual treinador do Botafogo). Se ele quer um jogador, é a abordagem mais correta. Mas isso não aconteceu. Não recebemos nenhuma proposta do Cruzeiro", disse Textor ao SporTV.
"Talvez ele (Artur) esteja só brincando com a gente ou algo assim (risos). Ainda vamos beber uma cerveja juntos. Vou lustrar nosso troféu que conquistamos. Mas ele tem que deixar nossos jogadores em paz".

Conversa sobre a situação financeira do Botafogo

O empresário esteve no CT Espaço Lonier, na Zona Sudoeste do Rio, para acompanhar o treino desta quinta-feira (23). E aproveitou para se reunir com os jogadores do Botafogo para tratar do momento financeiro atual, com o pedido de recuperação judicial e a falta de dinheiro para pagar os compromissos. Textor já havia conversado com os capitães no dia anterior.
"Eu pude reforçar minha mensagem para todos os jogadores hoje, tivemos um bom contato. Esses processos podem ser muito confusos, quase tudo saindo na imprensa. E isso tem que parar. É por isso que eu marquei a reunião com os capitães", explicou.

Pedido de Textor a outros acionistas

O Botafogo segue em grave crise financeira e com nova punição de transfer ban, desta vez pela dívida com o Ludogorets, da Bulgária, pela compra de Rwan Cruz. Diante da situação, Textor pressiona os novos controladores de sua empresa Eagle e o Botafogo social a aceitarem a proposta dele de aporte financeiro em troca da geração de mais ações da SAF numa Assembleia Geral dos acionistas.
"Peço que os acionistas parem de falar nos bastidores, parem de falar com os advogados. Vão para a reunião. O clube precisa de dinheiro, então coloque suas propostas, coloque o dinheiro. Eu fiz minha proposta, US$ 25 milhões do meu próprio capital. Eu estou tentando há algumas semanas que isso seja aceito. Precisa de mais capital, então eu tenho parceiros que querem colocar o dinheiro ao meu lado", reforçou.
Sobre a recuperação judicial, o dono da SAF alvinegra mostrou-se satisfeito com a decisão, mas ressaltou que é preciso a entrada de mais dinheiro.
"Nós tivemos uma boa decisão do juiz, mas o clube precisa de capitalização, como quando eu cheguei no início", disse.