Publicado 02/07/2026 17:11 | Atualizado 02/07/2026 17:25
Inglaterra - Um pedido inusitado de Thomas Tuchel movimentou a Inglaterra antes das oitavas de final da Copa do Mundo. O treinador sugeriu aos pais que liberem os filhos das aulas na próxima segunda-feira (6) para acompanhar o duelo contra o México, marcado para 1h da manhã no horário britânico (21h de domingo em Brasília).
Após a vitória contra a RD Congo, pelos 16 avos de final, o alemão pediu apoio total da população para a partida que pode terminar apenas nas primeiras horas da manhã.
"Escrevam uma justificativa para a escola e deixem as crianças assistirem ao futebol. Vamos lá, elas ainda terão muitos dias de aula pela frente, mas a Copa do Mundo acontece apenas a cada quatro anos. Deixem que assistam. Daqui a quatro dias teremos uma partida enorme e vamos precisar do apoio de todos, especialmente das crianças", defendeu o técnico da Inglaterra.
Publicidade Após a vitória contra a RD Congo, pelos 16 avos de final, o alemão pediu apoio total da população para a partida que pode terminar apenas nas primeiras horas da manhã.
"Escrevam uma justificativa para a escola e deixem as crianças assistirem ao futebol. Vamos lá, elas ainda terão muitos dias de aula pela frente, mas a Copa do Mundo acontece apenas a cada quatro anos. Deixem que assistam. Daqui a quatro dias teremos uma partida enorme e vamos precisar do apoio de todos, especialmente das crianças", defendeu o técnico da Inglaterra.
A declaração, porém, não agradou ao governo britânico. O primeiro-ministro Keir Starmer discordou da sugestão e reforçou a importância da presença dos estudantes nas salas de aula.
"Queremos que todos aproveitem o jogo, mas as crianças devem estar na escola na segunda-feira", afirmou um porta-voz do premiê ao jornal "The Guardian".
Apesar da posição oficial, parte do setor educacional defende uma solução intermediária. Daniel Kebede, secretário-geral do Sindicato Nacional da Educação (NEU), sugeriu horários mais flexíveis na manhã seguinte ao confronto.
Apesar da posição oficial, parte do setor educacional defende uma solução intermediária. Daniel Kebede, secretário-geral do Sindicato Nacional da Educação (NEU), sugeriu horários mais flexíveis na manhã seguinte ao confronto.
"Acho que seria muito bom se a secretária de Estado reconhecesse que este é um evento importante no nosso calendário e permitisse uma tolerância na entrada naquela segunda-feira de manhã. São momentos marcantes e seria ótimo se o maior número possível de jovens pudesse acompanhar", ponderou.
*Sob supervisão de Pedro Logato
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