Publicado 03/05/2026 19:46
Rio - Leonardo Jardim lamentou e muito o empate do Flamengo por 2 a 2 com o Vasco, neste domingo (3), no Maracanã, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro abriu dois gols de vantagem, mas não conseguiu resistir à pressão e viu o rival deixar tudo igual no último lance.
Publicidade"Posso dizer que tivemos 30, 35 minutos aceitáveis. Fizemos dois gols, tivemos uma ou duas situações. Entregamos o jogo ao adversário. Deixamos de ganhar duelos, deixamos de pressionar os corredores. Eles cruzaram com muita facilidade. Fizeram dois gols de cruzamento. O Flamengo tem que jogar", disse o treinador, em entrevista coletiva.
"Eu sou o grande responsável por não conseguir que os jogadores mantivessem o nível de exibição dos primeiros 30 minutos. A gente quebrou. O adversário conseguiu reagir e ter o domínio de bola. Disse a eles que quando a gente começa a ganhar, temos que ter mais responsabilidade. É fundamental", completou.
Com o resultado, o Flamengo chegou a 27 pontos, na segunda posição - desperdiçou a chance de encostar no Palmeiras, líder isolado, com 33. O próximo compromisso será contra o Independiente Medellín, na Colômbia, quinta-feira (7), às 21h30 (de Brasília), pela quarta rodada da Libertadores.
Outras respostas de Leonardo Jardim
. Desfalques no meio-campo: "Não pudemos utilizar três meias. Dois lesionados e um suspenso. Com certeza que algum déficit de perdas de bola que aconteceu deve-se muito a adaptações. Alguns jogadores tiveram que jogar por dentro, Plata jogou por dentro. Na parte final, quando reforçamos o meio com jogadores experientes, a minha ideia era ter mais a bola e equilibrar mais o jogo. Não surtiu efeito e acabamos sendo dominados, mas é importante termos nossos meias, porque nosso jogo está elaborado para jogar com meias, pontas e atacantes. Não é justificativa para empatar o jogo".
. Gols em cruzamentos: "Existe sempre duas formas de abordar o assunto. Não esperamos que a bola entre na área, tentamos sempre evitar. Até facilitamos esse tipo de jogo de cruzamento, não reduzimos e não fomos agressivos nos corredores. Depois, se acontecer, queremos ganhar duelos dentro da área. No jogo da Libertadores, jogamos com uma equipe que se baseava em duelos. Hoje, o Vasco também fez isso. Não sou de contar história. A gente sabe que a equipe do Vasco estava fresca e iria tentar de tudo. Nós estávamos mais cansados. Mas, com o nosso elenco, precisávamos dar outra resposta de maturidade e controle do jogo. Não conseguimos, e o responsável sou eu".
. Cruzamentos para a área do Flamengo: "O jogo tem várias fases. A primeira fase é: se tivermos a bola, a bola controlada, o adversário não vai jogar. Segunda fase: quando o jogador adversário tem esse tipo de lance, temos que eliminar na origem. A gente quer ganhar os duelos, mas eles têm jogadores fortes, a gente não joga contra anões. Muitas vezes jogadores menos dotados tecnicamente tem a valência da agressividade e dos duelos. Os duelos são a parte final da situação".
. Substituições: "As mexidas foram com o objetivo de segurar mais a bola no meio-campo e ter alas mais rápidos, para defender as laterais. Acabou que não aconteceu, mas era a ideia inicial. Quando mexi na equipe, o Plata era o melhor jogador em campo. Não tiraria em uma substituição. Poderia mexer em um volante, mas acabei optando por não mexer".
. Permanência de Alex Sandro: "Não troquei porque os cruzamentos eram a arma deles. O Varela tirou duas bolas ali, o Alex tirou mais três. Ele era o nosso jogador mais forte no jogo. Eu colocaria o Ayrton em uma situação que não era a dele. Se precisássemos atacar, era capaz de colocar o Ayrton no jogo, para dar qualidade na construção. Em termos defensivos, a dez minutos do fim, o Alex era a melhor opção. O problema não foram os laterais, foi os pontas não serem mais agressivos".
. Segurar o resultado: "Isso é muito importante. Era o que eu estava falando sobre maturidade. Segurar mais a bola, aguentar mais a bola... Não conseguimos fazer esse jogo mais apoiado. Por demérito nosso e por mérito do adversário. Acabamos nos expondo".
. Três volantes: "Já fizemos essa opção. Em Cusco, jogamos com Paquetá, Nico e Evertton. O que acontece: muitas vezes, quando se joga com três volantes, os pontas têm que ser jogadores mais agudos, com entrada na área e capacidade de finalização. Se não, fica um jogo muito circulado e pouco na zona central. Gosto que os jogadores entrem na área. As equipes grandes têm esse volume de jogo. Não gosto de ter três volantes, porque precisaria de pontas mais diferentes, mais como o Bruno (Henrique)".
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.