Deco teve passagem de destaque pela Europa antes de chegar no FluminenseReprodução / Instagram
Publicado 10/04/2026 14:40 | Atualizado 10/04/2026 14:40
Rio — O meia Deco, ídolo do Fluminense, relembrou os títulos conquistados pelo Tricolor após passagem de sucesso na Europa. Em entrevista ao "ge", o brasileiro naturalizado português falou sobre a vontade de retornar ao seu país de origem e elogiou a qualidade dos seus companheiros e técnicos nos títulos brasileiros de 2010 e 2012.

"Eu queria voltar ao Brasil. Questões pessoais me levaram a isso, lembro que o Ancelotti não queria me deixar sair do Chelsea e falei que queria voltar, que não queria mais ficar em Londres. Mas eu queria ganhar, não queria só voltar para o Brasil. O Fluminense tinha o Muricy, que na época era sinônimo de time competitivo. Depois, óbvio, analisei um pouco os jogadores que tinha: Conca, Fred, Mariano. O time era bom. E eu falei: 'Pô, nesse time acho que dá para a gente ganhar'", afirmou.

Deco foi revelado pelo Corinthians em 1996 e transferiu-se ao Benfica já em 1997. Ficou no futebol europeu até 2010, com passagens de destaque pelo Porto, Barcelona e Chelsea, até retornar ao Brasil e vestir a camisa do Fluminense. O atleta lembrou da infraestrutura do clube na época e destacou como a mentalidade era diferente.
Publicidade
"Eu lembro que a gente treinava nas Laranjeiras ainda. O Fluminense não tinha nem o CT, estava nesse processo. Foi legal ver a mentalidade diferente. Às vezes lembro que falava: 'A gente tem que ter o CT', e falavam 'Não, mas a gente está ganhando e aqui está tudo bem'. O futebol tem essa questão da superstição também, que é uma coisa que mexe com todo mundo. Fico feliz por essa evolução dos clubes brasileiros, principalmente o Fluminense, que tem um CT, que é o mínimo que precisa para fazer um trabalho de qualidade."

Em sua volta ao país, o meia conquistou o Campeonato Brasileiro 2010 sob o comando de Muricy Ramalho, técnico que ele chamou de um dos maiores do futebol nacional. "Sabe de futebol como ninguém. Ele é muito pragmático, muito sem rodeios. Dividia a responsabilidade com quem tem responsabilidade. Jogador que tem nome, que é bom, tem que chegar, jogar e resolver. Era um cara muito direto. Muito legal ter trabalhado com ele. Ao mesmo tempo uma pessoa muito boa, um cara do bem para caramba", disse.

O ex-jogador, que se aposentou em 2013, também rasgou elogios a Abel Braga, técnico do título brasileiro de 2012.

"O Abel é uma das melhores pessoas que eu conheci no futebol. Ser humano espetacular, com um coração gigante e com uma trajetória brilhante no futebol. A gente ganhou, mas ao mesmo tempo se divertiu, aprendeu um lado de gestão humana, de um paizão... Mas que ao mesmo tempo é um líder. Foi uma geração muito boa em 2012. Foi um dos anos mais gostosos, que eu mais me diverti como jogador", exaltou, lembrando da qualidade de atletas como Rafael Sóbis, Thiago Neves e Fred.
Leia mais