Fernando Diniz em ação durante treino do Vasco, no CT Moacyr BarbosaDikran Sahagian / Vasco
Publicado 15/02/2026 08:38 | Atualizado 15/02/2026 10:01
Rio - Técnico do Vasco, Fernando Diniz analisou a sofrida classificação sobre o Volta Redonda, no último sábado (14), às semifinais do Campeonato Carioca. O duelo terminou empatado em 1 a 1, em São Januário, mas o Cruz-Maltino avançou nos pênaltis. Agora, enfrentará Fluminense ou Bangu na próxima fase.

"O erro é jogar o primeiro tempo parecido com o que fizemos contra o Flamengo. Terrível, sem margem de fazer um mínimo de análise positiva. Muito mal. Mal tecnicamente, taticamente e, principalmente, mal animicamente. É difícil jogar", iniciou o treinador, em entrevista coletiva.

"Entramos achando que ganharíamos de qualquer jeito, viramos perdendo por 1 a 0 e podíamos ter virado perdendo de dois. No segundo tempo, era para termos feito três, quatro gols e não oferecemos nenhum contra-ataque ao adversário", complementou.

Pressionado, o comandante também falou sobre a possibilidade de deixar o Vasco. No entanto, reforçou que não pretende pedir para sair. "Nunca pedi demissão e nunca saí para outro lugar. Nunca deixei um time. Se acontecer alguma coisa, vou ser mandado embora. Dificilmente vou pedir demissão", garantiu.

Outras respostas de Fernando Diniz

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. Saída de Coutinho: "Não estava bem no jogo, não estava legal e resolvemos tirar".

. Substituições: "Eu também coloco quem acho que vai fazer o Vasco render melhor. Fiz isso minha vida inteira. Spinelli entrou bem, não só o gol, muita disposição. O Rojas entrou bem de novo. Ele já jogou de titular e vai ganhando condição como aconteceu com o Gomez. Ele está aqui há um mês, é o processo natural. O jeito dele de jogar tem a ver com minhas ideias. A tendência é cada vez mais ganhando espaços".
. Excesso de cruzamentos: "Não é questão de entregar a bola ao adversário. Contra a Chape fizemos um gol de cruzamento. Contra o Botafogo, também. Preenchemos mal a área no primeiro tempo. Não faz gol só com jogador alto, mas quando preenche bem a área. Quando cruzávamos, tínhamos Brenner e Coutinho. Tem que ocupar a área e ter gente no rebote. Como fizemos com a Chapecoense. Contra o Bahia, era para ter feito o empate. Nuno e Brenner cabecearam".
. Mudança tática: "Mudança tática menos, mudança de postura maior. Contra o Flamengo, teve uma amostragem menor. O Barros foi expulso com 5 minutos. Tínhamos mais posse que o Flamengo, estava marcando muito melhor. A tendência era ser um jogo muito mais equilibrado do que foi o primeiro tempo. Hoje o que mudou foi o comportamento. A maneira de jogar não muito tanto e alguns jogadores entraram produzindo bastante. Talvez o que mais produziu foi o Rojas. Entrou bem de novo, finalizando, cruzamentos... bola parada dele é muito boa. A mudança principal foi no anímico do time".

"Na vida tem que ter uma coisa que é persistência. Se o time jogasse como jogou no primeiro tempo, seria ruim e preocupante. O time quando produz está na iminência de vencer jogos. O Vasco produz muito e oferece pouco aos adversários. É o que tem sido a rotina. Temos que persistir. Tem coisas e coisas que precisamos corrigir".
. Confiança da torcida: "Não sei se é o (trabalho) mais desafiador. Futebol é sempre difícil. No ano passado, o número principal o Vasco estava na zona de rebaixamento e no final escapou. Quando é conveniente traz: "perdeu tantos jogos". No fundo a gente tinha um medo muito grande do rebaixamento. Em determinado momento, a gente deu uma subida grande pensando em Libertadores. Depois teve a série de cinco derrotas. Depois, ganhamos do Inter aqui e praticamente fugimos do rebaixamento. Na Copa do Brasil a gente foi muito bem. Somado a isso, o Rayan era um jogador que pro Vasco fez muito bem".
"A gente vai se reforçando do jeito que pode. A gente tem que trabalhar e se adaptar. Principalmente, terminar melhor as jogadas. Ano passado a gente fez muito gol. A gente melhorou o sistema defensivo. Mas a gente tem precisado chutar muito para fazer um ou dois gols. Uma coisa que a gente precisa trabalhar e voltar a vencer para a torcida abraçar o time e criar a sintonia que tivemos no ano passado".
. Mais sobre a torcida: "O torcedor está certo. Eu aguento o que vem da arquibancada. A torcida do Vasco é diferente. Há um mês, a torcida estava gritando o meu nome. A torcida está no direito e está certa. Se o time faz o que fez no primeiro tempo, como a torcida não vai se desesperar com aquilo que está vendo? Que vem na chuva, que vem no sol, que viaja... de mim, a torcida vai receber sempre o que eu acho da torcida do Vasco. É uma torcida diferente, apaixonada. O maior patrimônio do Vasco é a sua torcida. O que tenho que fazer é fazer o time ganhar o jogo. Se tivesse que ganhar da Chapecoense, do Bahia, ia estar tudo legal. Não ganhou, a torcida se preocupa. O torcedor está coberto de razão. Isso eu falo para os jogadores. A gente tem que entregar um serviço de qualidade e entregar vitórias".
. Relação com Coutinho: "Minha relação ao Coutinho é muito próxima, mais próxima do que vocês imaginam. Muito próxima, muito boa, relação ótima". 
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