Publicado 03/08/2026 10:13 | Atualizado 03/08/2026 10:31
Macaé - O Skandi Amazonas volta a ser o centro das atenções no litoral de Macaé. Após dias encalhado na Praia Campista, o navio entra na fase mais delicada da operação de retirada, que mobiliza uma grande força-tarefa formada por órgãos públicos, técnicos especializados e equipes de segurança. A expectativa é que a reflutuação da embarcação ocorra a partir de uma ação considerada de alta complexidade e que exigirá mudanças temporárias no acesso à faixa de areia e ao mar.
PublicidadePara garantir a segurança da população e das equipes envolvidas, a Secretaria Executiva de Defesa Civil e a Guarda Municipal atuarão diretamente no isolamento da área durante toda a operação, que também será acompanhada pela Marinha do Brasil.
Segundo o secretário executivo de Defesa Civil, Joseferson de Jesus, o principal objetivo é impedir que moradores, banhistas e curiosos se aproximem da região onde serão realizados os procedimentos técnicos.
"O local possui cabos de aço, âncoras e equipamentos que permanecerão sob forte tensão durante a conexão com o rebocador. Trata-se de uma operação extremamente técnica, que exige um perímetro de segurança para evitar acidentes. Nossa missão é orientar a população e garantir que ninguém ultrapasse as áreas de isolamento", explicou.
A empresa responsável pela embarcação informou que os trabalhos poderão se estender pelos próximos dias, conforme as condições da maré e do avanço das etapas operacionais. Por esse motivo, o cronograma poderá sofrer alterações ao longo da execução.
A Marinha já classificou toda a área ao redor do navio como zona de exclusão. Isso significa que qualquer tipo de navegação está proibido nas proximidades da embarcação até a conclusão da operação.
Durante esse período, a recomendação é que a população evite permanecer na faixa de areia isolada e não entre no mar nas imediações do Skandi Amazonas. Também estão suspensas atividades como pesca, banho de mar, stand up paddle, caiaque, kitesurf e demais práticas esportivas aquáticas no trecho interditado.
Outro alerta importante é para que ninguém toque ou se aproxime dos cabos, correntes e linhas de amarração instalados na praia e dentro da água, já que esses equipamentos permanecerão submetidos a elevada tensão mecânica durante toda a operação.
As autoridades também orientam moradores e visitantes a respeitarem as cercas, barreiras e sinalizações implantadas no local, além de preservarem a vegetação de restinga, evitando utilizá-la como passagem alternativa.
A operação representa uma das maiores ações logísticas já realizadas na orla de Macaé e reúne planejamento técnico, engenharia naval e atuação integrada entre órgãos públicos para retirar a embarcação com segurança, minimizar riscos ambientais e proteger quem frequenta um dos principais cartões-postais da cidade.
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