Mutirões e atendimento por telessaúde ajudaram a reduzir a espera por especialistas em MacaéFoto: Divulgação
Publicado 17/09/2026 11:35 | Atualizado 17/09/2026 11:36
A espera por uma consulta com especialista deixou de ser um obstáculo para pacientes que aguardavam atendimento em sete áreas da rede pública de Macaé. Neuropediatria, Dermatologia, Hematologia, Infectologia, Ortopedia, Pneumologia e Alergologia estão com a fila de marcação zerada, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.
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O resultado veio de uma combinação de estratégias que mudou a rotina de atendimento. Mutirões realizados à noite e aos sábados, busca ativa de pacientes e o uso da telessaúde, por meio do programa Saúde Digital, foram utilizados para acelerar as consultas e ampliar o acesso aos especialistas.
Os pacientes que já estavam na fila foram localizados e convocados para os atendimentos no Centro de Especialidades Médicas Dona Alba, no Centro. A medida permitiu concentrar esforços justamente onde a demanda era maior.
“O controle e a avaliação identificaram todos os pacientes que estavam aguardando uma consulta e nós realizamos mutirões noturnos e também aos sábados. Na unidade, os pacientes têm acesso a consultas com profissionais de Saúde das diferentes áreas, o que agilizou o atendimento dessas pessoas. Isso representa mais acesso para a população e, com certeza, impacta também no diagnóstico desse paciente”, explicou a secretária municipal de Saúde, Simone Sales.
Entre as especialidades, a Neuropediatria ganhou atenção especial. Sete mutirões foram realizados para atender crianças que aguardavam avaliação, com cerca de 250 atendimentos por sábado. Desde janeiro, mais de 5 mil consultas em Neuropediatria foram realizadas por meio do Saúde Digital, com participação de 15 médicos especialistas em escalas rotativas.
Para a secretária, reduzir o tempo até a consulta pode fazer diferença na sequência do cuidado, principalmente entre crianças que precisam de avaliação especializada.
“Isso impacta diretamente no diagnóstico, no prognóstico, na condução e no manejo dessas crianças que aguardavam o atendimento e aguardavam o diagnóstico para que, então, pudessem fazer suas terapias”, afirmou.
A mudança também foi percebida por pacientes que passaram pela rede municipal. A auxiliar de professora Adriana Chaves, de 52 anos, procurou atendimento para tratar um problema no ouvido e relata que conseguiu avançar pelas etapas do atendimento sem enfrentar uma longa espera.
“Eu achei que enfrentaria uma espera muito grande, mas foi tudo muito rápido. Passei pelo clínico, fui encaminhada ao otorrino, fiz todos os exames e consegui marcar o risco cirúrgico sem enfrentar fila. Hoje, saio daqui pronta para marcar a cirurgia. Fui muito bem acolhida durante todo o processo e me sinto muito grata”, contou.
Segundo a Secretaria de Saúde, o trabalho agora é identificar outras especialidades que ainda demandam estratégias semelhantes. A intenção é direcionar os próximos mutirões de acordo com o volume de pacientes e a necessidade de cada área.
“O maior ganho, sem sombra de dúvidas, é a redução de fila com as sete especialidades. Os pacientes chegam e já conseguem o agendamento sem a necessidade de ir presencialmente até uma unidade de referência. Agora, a gente continua mapeando quais especialidades necessitam dessas estratégias para inserir dentro dos próximos mutirões”, concluiu Simone Sales.
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