Publicado 03/10/2026 10:29
Após quase duas semanas de paralisação, os trabalhadores de manutenção e montagem industrial que atuam na Bacia de Campos suspenderam a greve, mas ainda não chegaram a um acordo definitivo com as empresas. As negociações avançaram nesta sexta-feira (2), com uma nova proposta patronal que prevê reajuste salarial de 8,5%, aumento do vale-alimentação para R$ 900 e devolução dos valores descontados dos profissionais que aderiram ao movimento.
PublicidadeSegundo informações divulgadas pelo SINTPICC, o novo índice representa um avanço em relação à oferta inicial de 6,5%, considerada insuficiente pela categoria. A suspensão da greve, no entanto, não encerra a disputa: sindicato e empresas continuam as tratativas para definir os termos da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
Além do reajuste salarial, a proposta em discussão prevê a elevação do vale-alimentação de R$ 850 para R$ 900 e um pagamento equivalente a 20% referente aos períodos em que os trabalhadores permanecem hospedados em hotéis. Outro ponto envolve a restituição dos descontos aplicados durante a paralisação. De acordo com o sindicato, as empresas se comprometeram a devolver os valores até 9 de outubro.
Greve começou após rejeição da proposta patronal
A paralisação teve início em 18 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas durante as negociações da convenção coletiva. O movimento reuniu profissionais de manutenção e montagem industrial que atuam em operações onshore e offshore.
A paralisação teve início em 18 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas durante as negociações da convenção coletiva. O movimento reuniu profissionais de manutenção e montagem industrial que atuam em operações onshore e offshore.
De acordo com o SINTPICC, a representação da categoria abrange trabalhadores de Macaé, Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus, além de profissionais que atuam em plataformas marítimas da Bacia de Campos.
Durante a greve, o sindicato informou que houve mobilizações em diferentes pontos ligados à indústria de óleo e gás, com adesões em unidades offshore, no Terminal de Cabiúnas e no Parque de Tubos, em Macaé.
Entre as principais reivindicações estavam reajuste de 15% nos pisos salariais, aumento de 15% no ticket-refeição, cesta básica de R$ 1 mil e cesta natalina de R$ 500.
Categoria também cobra mudanças nas condições de trabalho
A pauta dos trabalhadores inclui ainda alterações nas condições de trabalho offshore, como a adoção da escala de 14 dias de trabalho por 21 de folga, o fim da coparticipação no plano de saúde, a manutenção da cesta básica durante períodos de afastamento e mudanças nas regras dos chamados dias de dobra.
A pauta dos trabalhadores inclui ainda alterações nas condições de trabalho offshore, como a adoção da escala de 14 dias de trabalho por 21 de folga, o fim da coparticipação no plano de saúde, a manutenção da cesta básica durante períodos de afastamento e mudanças nas regras dos chamados dias de dobra.
As negociações passaram por diferentes etapas desde o início do movimento. Em setembro, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) manteve a greve após uma audiência de conciliação, enquanto as partes buscavam uma saída para o impasse.
Com a suspensão da paralisação e a apresentação da nova proposta, a negociação entra em outra fase. O fechamento do acordo, porém, ainda depende da definição dos termos da convenção coletiva.
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