Trabalhadores de manutenção e montagem industrial em mobilização durante a greve em MacaéFoto: Reprodução da Internet

Os trabalhadores de manutenção e montagem industrial de Macaé se reúnem nesta quarta-feira (30), às 18h30, com segunda chamada às 19h, para avaliar a nova proposta apresentada pelas empresas durante audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). A assembleia será realizada de forma híbrida e pode definir os próximos passos da greve que mobiliza a categoria na Bacia de Campos.
A nova rodada de negociação ocorreu nesta terça-feira (29), quando o setor patronal apresentou mudanças na oferta para a Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027. O vale-alimentação passou de R$ 850 para R$ 900, enquanto o reajuste dos pisos salariais permanece em 6,5%.
Os trabalhadores já haviam analisado a proposta anterior em assembleia na segunda-feira (28). Com os novos termos apresentados no tribunal, uma nova reunião foi convocada para esta quarta-feira.
Nova proposta será levada à decisão dos trabalhadores
Entre os pontos apresentados pelas empresas está o abono dos 12 dias de greve, sem desconto nos salários. A condição para a medida é a suspensão da paralisação. Segundo informações divulgadas pelo SINTPICC após a audiência, a suspensão não representaria o encerramento definitivo do movimento, permitindo que as negociações continuem.
As empresas também propuseram o pagamento de 20% referente aos dias em que os trabalhadores permanecem em hotéis. Outro ponto da oferta é a inclusão de cinco novas funções na Convenção Coletiva: auxiliar administrativo, assistente administrativo, delineador, inspetor e supervisor.
O setor patronal informou ainda que pode analisar a possibilidade de ampliar o percentual de reajuste salarial. Até o momento, porém, não apresentou um novo índice e mantém os 6,5% previstos na proposta formal.
Até a decisão da categoria, a greve continua. Uma nova audiência de conciliação está marcada para sexta-feira (2), no TRT-1.
Greve começou em setembro e alcança unidades em Macaé
A paralisação começou em 18 de setembro e, segundo o SINTPICC, chegou a cerca de 30 unidades offshore da Bacia de Campos. Em Macaé, houve adesão no Terminal de Cabiúnas e no Parque de Tubos. O movimento também envolve trabalhadores de Rio das Ostras, Casimiro de Abreu, Conceição de Macabu, Quissamã e Carapebus.
A categoria reivindica reajuste de 15% nos pisos salariais, aumento de 15% no ticket-refeição, cesta básica de R$ 1 mil e cesta natalina de R$ 500. A pauta inclui ainda escala offshore de 14 dias de trabalho por 21 de folga, retirada da coparticipação no plano de saúde, manutenção da cesta básica durante afastamentos e mudanças nas regras dos dias de dobra.
A proposta anterior previa reajuste de 6,5%, vale-alimentação de R$ 850, cesta básica de R$ 786,01 e cesta natalina de R$ 120. Com a nova oferta, o vale passou para R$ 900.