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Biden fará discurso na Filadélfia para alertar sobre ameaça republicana à democracia

Segundo a Casa Branca e os democratas do Congresso, os republicanos estão usando as legislaturas estaduais para restringir o direito ao voto em todo o país

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viajará nesta quarta-feira ao Reino UnidoAFP
A
AFP
Publicado 13/07/2021 14:44
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursará nesta terça-feira, 13, na Filadélfia, o berço da Constituição do país, para alertar que manobras republicanas estão gerando a pior ameaça para a democracia desde a Guerra Civil.
O discurso na cidade onde foi redigido e assinado o documento que fundou o sistema democrático dos Estados Unidos em 1787 é a intervenção mais significativa do presidente, em uma controvérsia que causa conflitos entre democratas e republicanos.
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Segundo a Casa Branca e os democratas do Congresso, os republicanos estão usando as legislaturas estaduais para restringir o direito ao voto em todo o país, com o pretexto de aumentar a segurança eleitoral.
Os republicanos, liderados pelo ex-presidente Donald Trump e sua campanha sem precedentes para reverter sua derrota contra Biden, insistem que é preciso ter regras de votação mais rígidas para acabar com a fraude. Eles sugerem reduzir a votação por correio, diminuir os horários de abertura das urnas e impor fortes multas aos trabalhadores eleitorais que cometerem erros.
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Enquanto os republicanos alegam que essas medidas garantiriam a transparência das eleições, os democratas afirmam que a incidência de fraude já é extremamente baixa atualmente e dizem que as medidas afetarão principalmente os eleitores negros ou de outras minorias, que tendem a votar nos democratas.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse na segunda-feira que Biden explicará "por que negar o direito ao voto é uma forma de repressão e uma forma de silenciamento" e por que representa o "pior desafio à nossa democracia desde a Guerra Civil".
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No entanto, não está claro se Biden pode fazer alguma diferença.
Os democratas no Congresso tentaram em vão promulgar leis federais que protejam o acesso às urnas.
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O desentendimento fez com que os democratas apelassem à regra do Senado conhecida como obstrucionismo, na qual por costume, não por lei, o voto de 60 dos 100 senadores é necessário para aprovar a maioria das leis.
Isso significa que os republicanos podem bloquear facilmente qualquer projeto de lei, já que a Câmara Alta está dividida em 50%, mas Biden se mostrou relutante a pressionar por uma mudança.
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No episódio mais dramático desta batalha, os legisladores democratas no Texas deixaram o estado na segunda-feira para quebrar o quorum na legislatura, no qual a maioria republicana estava prestes a votar novas restrições.
Esta foi a segunda vez que os democratas recorreram a essa tática incomum para evitar o projeto de lei.
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Os legisladores do Texas voaram para Washington para pressionar os congressistas a impulsionar leis federais de proteção ao voto.
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Biden fará discurso na Filadélfia para alertar sobre ameaça republicana à democracia

Segundo a Casa Branca e os democratas do Congresso, os republicanos estão usando as legislaturas estaduais para restringir o direito ao voto em todo o país

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viajará nesta quarta-feira ao Reino UnidoAFP
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Publicado 13/07/2021 14:44
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursará nesta terça-feira, 13, na Filadélfia, o berço da Constituição do país, para alertar que manobras republicanas estão gerando a pior ameaça para a democracia desde a Guerra Civil.
O discurso na cidade onde foi redigido e assinado o documento que fundou o sistema democrático dos Estados Unidos em 1787 é a intervenção mais significativa do presidente, em uma controvérsia que causa conflitos entre democratas e republicanos.
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Segundo a Casa Branca e os democratas do Congresso, os republicanos estão usando as legislaturas estaduais para restringir o direito ao voto em todo o país, com o pretexto de aumentar a segurança eleitoral.
Os republicanos, liderados pelo ex-presidente Donald Trump e sua campanha sem precedentes para reverter sua derrota contra Biden, insistem que é preciso ter regras de votação mais rígidas para acabar com a fraude. Eles sugerem reduzir a votação por correio, diminuir os horários de abertura das urnas e impor fortes multas aos trabalhadores eleitorais que cometerem erros.
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Enquanto os republicanos alegam que essas medidas garantiriam a transparência das eleições, os democratas afirmam que a incidência de fraude já é extremamente baixa atualmente e dizem que as medidas afetarão principalmente os eleitores negros ou de outras minorias, que tendem a votar nos democratas.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse na segunda-feira que Biden explicará "por que negar o direito ao voto é uma forma de repressão e uma forma de silenciamento" e por que representa o "pior desafio à nossa democracia desde a Guerra Civil".
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No entanto, não está claro se Biden pode fazer alguma diferença.
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Isso significa que os republicanos podem bloquear facilmente qualquer projeto de lei, já que a Câmara Alta está dividida em 50%, mas Biden se mostrou relutante a pressionar por uma mudança.
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No episódio mais dramático desta batalha, os legisladores democratas no Texas deixaram o estado na segunda-feira para quebrar o quorum na legislatura, no qual a maioria republicana estava prestes a votar novas restrições.
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