Publicado 03/04/2025 07:50
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (2) detalhes sobre as tarifas recíprocas para países que cobram taxas sobre produtos norte-americanos importados. Entre as medidas anunciadas, o Brasil foi taxado em 10% e a União Europeia em 20%. A medida começará a valer a partir desta quinta-feira (3). Outros países também serão taxados. A China terá taxa de 34%; Reino Unido 10%; África do Sul 30%; Japão 24%; Vietnã 46%; Camboja 49%; e Israel será tarifado em 17%.
PublicidadeSeguem abaixo as reações mundiais ao anúncio do presidente republicano:
- Brasil
- Brasil
O Congresso aprovou por unanimidade um projeto que dá ao Executivo ferramentas para responder às barreiras comerciais de Trump. A Lei da Reciprocidade Econômica foi aprovada nesta quarta-feira pela Câmara dos Deputados, após passar pelo Senado no dia anterior.
- China
- China
O Ministério do Comércio pediu a Washington que "cancele imediatamente" as novas medidas, que, afirma, "colocam em perigo o desenvolvimento econômico mundial". Também anunciou que adotará "contramedidas para preservar seus direitos e interesses".
Um porta-voz diplomático criticou "o protecionismo e o assédio" dos Estados Unidos e pediu uma solução das divergências econômicas e comerciais "por meio de consultas justas, respeitosas e recíprocas".
- Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou no X que as novas taxas norte-americanas podem ser "um grande erro". Seu país sofrerá um aumento tarifário de 10%.
"Estamos analisando as medidas, acima de tudo para proteger a indústria nacional e nossos exportadores.", acrescentou a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Laura Sarabia.
- Canadá
- Canadá
"Vamos combater essas tarifas com contramedidas", alertou o premier Mark Carney, para quem as taxas norte-americanas "vão mudar fundamentalmente o sistema de comércio mundial" e afetar "diretamente milhões de canadenses".
- União Europeia
- União Europeia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as tarifas constituem um "duro golpe à economia mundial". Também declarou que o bloco está "preparado para responder", embora tenha assegurado que "não é tarde demais" para abrir negociações com Washington.
- Austrália
- Austrália
"Essas tarifas não são inesperadas, mas, deixem-me ser claro: elas são totalmente injustificadas", afirmou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese. "Não são ato de um amigo."
"É o povo norte-americano que pagará o maior preço por essas tarifas injustificadas. É por isso que nosso governo não buscará impor tarifas recíprocas. Não entraremos em uma corrida ao fundo do poço que leva a preços mais altos e crescimento mais lento", acrescentou.
- França
O primeiro-ministro François Bayrou afirmou que as medidas de Trump são "uma catástrofe" tanto para a Europa como para os Estados Unidos.
- Alemanha
- Alemanha
O chefe de governo, Olaf Scholz, considerou que as decisões de Trump são "fundamentalmente erradas" e "constituem um ataque contra uma ordem comercial que criou prosperidade em todo o mundo". Assim como outros líderes europeus, ele afirmou que o bloco responderá "de maneira unida, forte e apropriada".
A indústria automobilística alemã alertou que os impostos americanos "só criarão perdedores". "A União Europeia deve agir agora unida e com a força necessária, enquanto continua sinalizando sua disposição de negociar", expressou a Associação Alemã da Indústria Automotiva.
- Espanha
"A Espanha protegerá suas empresas e trabalhadores e continuará comprometida com um mundo aberto", disse o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchéz.
- Reino Unido
- Reino Unido
O ministro britânico do Comércio, Jonathan Reynolds, manifestou sua intenção de fechar um acordo comercial com os Estados Unidos, para, pelo menos, atenuar o impacto das tarifas de Trump, embora tenha advertido que seu país conta com "uma extensa gama de ferramentas" à disposição e que não hesitará "em agir".
O primeiro-ministro, Keir Starmer, disse que reagirá com a "cabeça fria e calma". Em reunião com líderes empresariais, o premiê afirmou que "claramente haverá um impacto econômico" com a medida, mas que ainda espera conseguir a retirada das tarifas por meio de um acordo comercial com Washington.
"As negociações sobre um acordo que fortaleça nossa relação comercial existente continuam. Lutaremos pelo melhor acordo para a Grã-Bretanha", disse Starmer. "Ninguém ganha em uma guerra comercial. Isso não está no nosso interesse nacional."
"As negociações sobre um acordo que fortaleça nossa relação comercial existente continuam. Lutaremos pelo melhor acordo para a Grã-Bretanha", disse Starmer. "Ninguém ganha em uma guerra comercial. Isso não está no nosso interesse nacional."
- Itália
"A introdução de tarifas à União Europeia é uma medida que considero ruim e que não convém a nenhuma parte", reagiu a primeira-ministra Giorgia Meloni, em redes sociais.
"Farei tudo o que puder para trabalhar por um acordo com os Estados Unidos, a fim de evitar uma guerra comercial que, inevitavelmente, enfraquecerá o Ocidente, em benefício de outros atores globais", escreveu.
- Japão
- Japão
"Transmiti que as medidas tarifárias unilaterais adotadas pelos Estados Unidos são extremamente lamentáveis e pedi, novamente, (a Washington) para não aplicá-las ao Japão", declarou o ministro japonês do Comércio, Yoji Muto.
- Taiwan
- Taiwan
O governo taiwanês "considerou que a decisão (americana) é muito pouco razoável e lamenta profundamente, e iniciará negociações sérias com os Estados Unidos", disse a porta-voz do gabinete, Michelle Lee, ao comentar as tarifas de 32% sobre as exportações da ilha. A tarifa não inclui os semicondutores, um dos principais produtos exportados por Taiwan.
- Tailândia
A primeira-ministra Paetongtarn Shinawatra afirmou que seu governo tem um "plano forte" para responder às tarifas de 36% impostas por Trump às exportações de seu país.
*Com informações da AFP e Estadão Conteúdo
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