Trump apresentará as medidas ao lado de integrantes do gabinete no Jardim das Rosas da Casa Branca às 17h00 de BrasíliaAFP
Na última semana, Trump indicou que as tarifas podem ser aplicadas a todos os países, mas sugeriu que algumas taxas poderão ser ajustadas em futuras negociações.
Além dessas novas tarifas, também entraram em vigor nesta quarta-feira taxas já anunciadas pelo governo, como um imposto de 25% sobre a importação de automóveis e outra tarifa de 25% sobre exportações para os EUA que não estejam cobertas pelo USMCA, o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá.
As incertezas sobre o impacto dessas medidas na economia global têm gerado reações de diversos países e instabilidade no mercado financeiro nas últimas semanas. No Brasil, o Senado aprovou, na véspera, um projeto em regime de urgência que autoriza o governo a retaliar na mesma medida países ou blocos que impuserem barreiras comerciais a produtos brasileiros. A proposta teve amplo apoio do Congresso e do governo e foi acelerada após Trump citar o Brasil como um dos países que poderiam ser taxados.
Além das medidas tarifárias, Trump citou os altos investimentos que a Apple e Nvidia farão no país, além de outras empresas como Meta, Eli Lilly, Honda, Hyundai.
"Parece que, até agora, teremos investimento de US$ 6 milhões nos EUA. Nunca tivemos uma transformação no nosso país como essa de agora, que já começou".
O republicano ainda disse que seus antecessores estavam errados sobre o Nafta e sobre a China e que tem respeito pelo líder chinês, Xi Jinping, e pelo país, "mas eles estavam se aproveitando de nós".
México e Canadá
Durante o anúncio das tarifas recíprocas sobre importações aos Estados Unidos, o presidente norte-americano justificou a imposição de sobretaxas - em especial ao México e ao Canadá - afirmando que "não podemos pagar os déficits" de ambos os países.
O presidente dos EUA ainda criticou o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), afirmando que o país "perdeu muito dinheiro" com o acordo.
Ele voltou a repetir o discurso de sua campanha eleitoral e afirmou que o Nafta foi um dos responsáveis pela perda de quase 4 milhões de empregos nos Estados Unidos.

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