Publicado 02/05/2025 07:51
O Corpo de Bombeiros do Vaticano instalou, na manhã desta sexta-feira (2), na Capela Sistina, a chaminé que anunciará a eleição do novo Papa. Os cardeais se reunirão na próxima quarta-feira (7) para iniciar o conclave.
PublicidadeO conclave começará às 16h30 (11h30 no horário de Brasília) após uma oração na Capela Paulina do Vaticano. Os cardeais farão um juramento antes de entrar no templo.
Duas vezes por dia, de manhã (exceto em 7 de maio) e à noite, sairá fumaça da chaminé: preta se nenhum papa tiver sido eleito e branca se pelo menos 89 cardeais tiverem concordado sobre quem liderará a Igreja Católica. O conclave durará até que um novo pontífice seja eleito.
Duas vezes por dia, de manhã (exceto em 7 de maio) e à noite, sairá fumaça da chaminé: preta se nenhum papa tiver sido eleito e branca se pelo menos 89 cardeais tiverem concordado sobre quem liderará a Igreja Católica. O conclave durará até que um novo pontífice seja eleito.
Embora tenha levado quase três anos para nomear o papa Gregório X no século XIII — o mais longo conclave até hoje — as reuniões modernas geralmente duram apenas alguns dias. Tanto Francisco quanto seu antecessor, Bento XVI, foram eleitos após dois dias de votação.
Quem participa
Os 252 cardeais da Igreja foram convocados para irem a Roma após a morte de Francisco em 21 de abril e 224 foram ao funeral no dia 26.
Todos eles tiveram voz e voto na escolha da data do conclave, mas apenas 135 (agora 133) - os com menos de 80 anos - podem participar da eleição.
Dois cardeais — o espanhol Antonio Cañizares e um bósnio não identificado — estarão ausentes devido a problemas de saúde.
Cerca de 80% dos "cardeais eleitores" foram nomeados por Francisco e são de todos os cantos do planeta, incluindo regiões que historicamente foram pouco representadas.
A Europa, no entanto, tem o maior número de votantes, com 51 cardeais, frente a 27 cardeais da Ásia e Oceania, 21 entre América do Sul e América Central, 18 da África e 16 da América do Norte.
A Itália é a nação bem mais representada, com 19 eleitores. Os Estados Unidos têm 10, o Brasil, sete, e França, cinco.
Segredo e segurança
A palavra conclave vem do latim "cum clavis" que significa "trancado a sete chaves", uma referência ao confinamento ao qual os cardeais são submetidos durante o processo.
Os "príncipes da Igreja" se mudam para a residência de Santa Marta do Vaticano até escolherem o novo papa. As deliberações se mantêm sob estrito segredo sob pena de excomungação instantânea.
Os smartphones ou qualquer acesso à Internet estão proibidos. Os cardeais não podem ler os jornais, escutar rádio ou ver televisão.
Qualquer contato com o mundo exterior está proibido, salvo por "razões graves e urgentes", que devem ser confirmadas por um painel de quatro pares.
Apenas os cardeais eleitores podem estar presentes durante a votação, embora outras pessoas, como médicos, auxiliares administrativos e pessoal da limpeza possam entrar em momentos diferentes.
O que acontece depois
Os 252 cardeais da Igreja foram convocados para irem a Roma após a morte de Francisco em 21 de abril e 224 foram ao funeral no dia 26.
Todos eles tiveram voz e voto na escolha da data do conclave, mas apenas 135 (agora 133) - os com menos de 80 anos - podem participar da eleição.
Dois cardeais — o espanhol Antonio Cañizares e um bósnio não identificado — estarão ausentes devido a problemas de saúde.
Cerca de 80% dos "cardeais eleitores" foram nomeados por Francisco e são de todos os cantos do planeta, incluindo regiões que historicamente foram pouco representadas.
A Europa, no entanto, tem o maior número de votantes, com 51 cardeais, frente a 27 cardeais da Ásia e Oceania, 21 entre América do Sul e América Central, 18 da África e 16 da América do Norte.
A Itália é a nação bem mais representada, com 19 eleitores. Os Estados Unidos têm 10, o Brasil, sete, e França, cinco.
Segredo e segurança
A palavra conclave vem do latim "cum clavis" que significa "trancado a sete chaves", uma referência ao confinamento ao qual os cardeais são submetidos durante o processo.
Os "príncipes da Igreja" se mudam para a residência de Santa Marta do Vaticano até escolherem o novo papa. As deliberações se mantêm sob estrito segredo sob pena de excomungação instantânea.
Os smartphones ou qualquer acesso à Internet estão proibidos. Os cardeais não podem ler os jornais, escutar rádio ou ver televisão.
Qualquer contato com o mundo exterior está proibido, salvo por "razões graves e urgentes", que devem ser confirmadas por um painel de quatro pares.
Apenas os cardeais eleitores podem estar presentes durante a votação, embora outras pessoas, como médicos, auxiliares administrativos e pessoal da limpeza possam entrar em momentos diferentes.
O que acontece depois
O cardeal eleito deve responder a duas perguntas do decano: "Aceita sua eleição canônica para Sumo Pontífice?" e "Como quer ser chamado?". Se responder sim à primeira, se torna papa e bispo de Roma.
O novo pontífice se retira para um quarto conhecido como a Sala das Lágrimas para se vestir com o traje papal.
Da sacada da Basílica de São Pedro, o cardeal protodiácono anuncia "Habemus papam". Em seguida, o novo pontífice aparece e realiza sua bênção "urbi et orbi" (À cidade e ao mundo).
O novo pontífice se retira para um quarto conhecido como a Sala das Lágrimas para se vestir com o traje papal.
Da sacada da Basílica de São Pedro, o cardeal protodiácono anuncia "Habemus papam". Em seguida, o novo pontífice aparece e realiza sua bênção "urbi et orbi" (À cidade e ao mundo).
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