Publicado 29/06/2026 07:27 | Atualizado 29/06/2026 10:23
Os Estados Unidos e o Irã concordaram em suspender os ataques que provocaram a retomada das hostilidades nos últimos dias, após a assinatura de um memorando de entendimento. A informação foi anunciada neste domingo (28) por uma fonte do governo americano, que disse que os países planejam reiniciar as negociações.
Nos últimos dias, as duas partes trocaram acusações sobre violações do cessar-fogo, o que aumentou a tensão após a assinatura do memorando em 17 de junho.
"As conversações técnicas estão programadas para continuar sobre todas as áreas do memorando de entendimento", informou a fonte do governo americano à reportagem em um e-mail. "As partes vão recuar no momento e os navios poderão transitar livremente" pelo Estreito de Ormuz, acrescentou.
A fonte não confirmou, no entanto, as informações da imprensa dos Estados Unidos sobre uma reunião entre iranianos e americanos no Catar, na terça-feira (30), para discutir a questão do Estreito de Ormuz.
O estreito foi reaberto na semana passada, depois de permanecer fechado pelo Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, o que afetou o comércio global de hidrocarbonetos e provocou a disparada dos preços do petróleo.
Possível reunião no Catar
PublicidadeNos últimos dias, as duas partes trocaram acusações sobre violações do cessar-fogo, o que aumentou a tensão após a assinatura do memorando em 17 de junho.
"As conversações técnicas estão programadas para continuar sobre todas as áreas do memorando de entendimento", informou a fonte do governo americano à reportagem em um e-mail. "As partes vão recuar no momento e os navios poderão transitar livremente" pelo Estreito de Ormuz, acrescentou.
A fonte não confirmou, no entanto, as informações da imprensa dos Estados Unidos sobre uma reunião entre iranianos e americanos no Catar, na terça-feira (30), para discutir a questão do Estreito de Ormuz.
O estreito foi reaberto na semana passada, depois de permanecer fechado pelo Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, o que afetou o comércio global de hidrocarbonetos e provocou a disparada dos preços do petróleo.
Possível reunião no Catar
O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou no domingo que apenas o Irã é "responsável" pela gestão do estreito. Ele advertiu que adotar medidas diferentes "levará apenas a situações mais complicadas e a atrasos na reabertura do Estreito de Ormuz".
O Irã não gostou do anúncio de Omã de uma rota próxima à sua costa, apresentada como uma iniciativa coordenada com uma agência da ONU responsável pela segurança marítima. Dezenas de embarcações utilizaram a rota durante a semana passada.
Teerã permitiu a passagem por um único corredor próximo à sua costa, mas ameaçou atacar qualquer navio que viole suas condições.
Desde a última quinta-feira (25), dois navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida nesta passagem marítima, incidentes que o governo dos Estados Unidos atribuiu ao Irã e ao qual respondeu com bombardeios contra a República Islâmica.
Na madrugada deste domingo (28), a Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, anunciou o lançamento de mísseis e drones em direção ao Kuwait e ao Bahrein.
Citando dois funcionários do governo de Washington e uma terceira fonte que acompanha a questão, o portal de notícias americano Axios informou que negociações acontecerão na terça-feira em Doha para solucionar as disputas sobre Ormuz, por onde, em um período normal, trafega quase 20% da produção global de hidrocarbonetos.
Ataques israelenses no Líbano
O Irã não gostou do anúncio de Omã de uma rota próxima à sua costa, apresentada como uma iniciativa coordenada com uma agência da ONU responsável pela segurança marítima. Dezenas de embarcações utilizaram a rota durante a semana passada.
Teerã permitiu a passagem por um único corredor próximo à sua costa, mas ameaçou atacar qualquer navio que viole suas condições.
Desde a última quinta-feira (25), dois navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida nesta passagem marítima, incidentes que o governo dos Estados Unidos atribuiu ao Irã e ao qual respondeu com bombardeios contra a República Islâmica.
Na madrugada deste domingo (28), a Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, anunciou o lançamento de mísseis e drones em direção ao Kuwait e ao Bahrein.
Citando dois funcionários do governo de Washington e uma terceira fonte que acompanha a questão, o portal de notícias americano Axios informou que negociações acontecerão na terça-feira em Doha para solucionar as disputas sobre Ormuz, por onde, em um período normal, trafega quase 20% da produção global de hidrocarbonetos.
Ataques israelenses no Líbano
Israel prosseguiu com os ataques neste domingo no Líbano, apesar da assinatura, na última sexta-feira em Washington, de um acordo que visa uma "paz duradoura" entre os dois países.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciaram em comunicado que o Exército israelense destruiu um longo túnel construído pelo movimento pró-Irã Hezbollah no sul do Líbano.
"O túnel, com mais de 200 metros de comprimento e mais de 25 metros de profundidade, continha centenas de armas, assim como vários poços de lançamento destinados a atacar o Estado de Israel e seus civis", afirma o comunicado.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que duas pessoas ficaram feridas depois que "o inimigo israelense" lançou uma granada em uma localidade no sul do país. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, afirmou no domingo que o acordo assinado com Israel "não será adotado", por considerar que não garante os direitos de seu país.
O Hezbollah declarou nesta segunda-feira, em um comunicado, que se reservava o direito à autodefesa após os ataques israelenses no sul do Líbano.
O acordo condiciona a retirada de Israel das terras libanesas ocupadas ao desarmamento, por parte de Beirute, do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Uma exigência antiga que o governo libanês não conseguiu implementar.
O Líbano foi arrastado para o conflito no início de março, quando o Hezbollah atacou Israel em apoio ao Irã, após o início da guerra contra Teerã. O Irã insistiu em incluir o conflito no Líbano no memorando de entendimento com os Estados Unidos.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa, Israel Katz, anunciaram em comunicado que o Exército israelense destruiu um longo túnel construído pelo movimento pró-Irã Hezbollah no sul do Líbano.
"O túnel, com mais de 200 metros de comprimento e mais de 25 metros de profundidade, continha centenas de armas, assim como vários poços de lançamento destinados a atacar o Estado de Israel e seus civis", afirma o comunicado.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que duas pessoas ficaram feridas depois que "o inimigo israelense" lançou uma granada em uma localidade no sul do país. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, afirmou no domingo que o acordo assinado com Israel "não será adotado", por considerar que não garante os direitos de seu país.
O Hezbollah declarou nesta segunda-feira, em um comunicado, que se reservava o direito à autodefesa após os ataques israelenses no sul do Líbano.
O acordo condiciona a retirada de Israel das terras libanesas ocupadas ao desarmamento, por parte de Beirute, do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. Uma exigência antiga que o governo libanês não conseguiu implementar.
O Líbano foi arrastado para o conflito no início de março, quando o Hezbollah atacou Israel em apoio ao Irã, após o início da guerra contra Teerã. O Irã insistiu em incluir o conflito no Líbano no memorando de entendimento com os Estados Unidos.
* Reportagem do estagiário Victor Louro, sob supervisão de Raphael Perucci
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