Publicado 21/07/2026 09:30 | Atualizado 21/07/2026 09:30
Equipes de resgate do Afeganistão tentam, nesta terça-feira (21), resgatar moradores presos sob lama e pedras no leste do país, em uma região devastada por enchentes que deixaram pelo menos 23 mortos.
PublicidadeCerca de cem pessoas ainda estão desaparecidas, segundo a agência nacional e provincial de desastres, que também atualizou o número de mortos da tragédia que aconteceu nesta segunda-feira (20).
Um jornalista da agência de notícias AFP observou dezenas de pessoas reunidas na remota cidade de Parun, capital da província de Nuristan, usando varas de madeira e as próprias mãos para procurar os desaparecidos.
"Nunca presenciei uma enchente tão perigosa", disse Farid Gul Zaheer, um farmacêutico de 34 anos. "Parecia um terremoto, e ouvi crianças e outras pessoas gritando", relatou ele após se ferir enquanto fugia para uma montanha. "Todos estão traumatizados; ninguém dormiu a noite toda."
Nesta terça-feira, uma escavadeira ajudou a remover os escombros em Parun, onde as águas da enchente soterraram vários estabelecimentos comerciais e arrastaram grandes pedras que caíram sobre prédios.
O prefeito de Parun e outros funcionários do governo estão entre os desaparecidos, informou o gabinete do governador nesta segunda-feira.
Zakirulah Zaki, gerente do Hotel Spogmai, disse que sentiu que foi "um ato de Deus". "Os outros hotéis, mercados e lojas foram completamente destruídos", disse o homem de 29 anos à reportagem. Seu irmão mais novo, que estava desaparecido, foi encontrado.
Juma Khan Nayel, chefe de comunicação da Sociedade Afegã do Crescente Vermelho, descreveu uma "situação devastadora" em que a água subiu a níveis sem precedentes.
"Neste momento, estamos fornecendo com urgência alimentos, água e barracas para aqueles cujas casas foram destruídas", disse ele.
O Ministério da Defesa afegão informou que o exército foi enviado à região para apoiar os esforços de socorro, enquanto a ONU disse estar avaliando a tragédia.
As chuvas também atingiram o Paquistão, onde 12 pessoas morreram, segundo a agência de gestão de desastres da província de Khyber Pakhtunkhwa.
Zakirulah Zaki, gerente do Hotel Spogmai, disse que sentiu que foi "um ato de Deus". "Os outros hotéis, mercados e lojas foram completamente destruídos", disse o homem de 29 anos à reportagem. Seu irmão mais novo, que estava desaparecido, foi encontrado.
Juma Khan Nayel, chefe de comunicação da Sociedade Afegã do Crescente Vermelho, descreveu uma "situação devastadora" em que a água subiu a níveis sem precedentes.
"Neste momento, estamos fornecendo com urgência alimentos, água e barracas para aqueles cujas casas foram destruídas", disse ele.
O Ministério da Defesa afegão informou que o exército foi enviado à região para apoiar os esforços de socorro, enquanto a ONU disse estar avaliando a tragédia.
As chuvas também atingiram o Paquistão, onde 12 pessoas morreram, segundo a agência de gestão de desastres da província de Khyber Pakhtunkhwa.
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