Publicado 29/07/2026 09:24 | Atualizado 29/07/2026 09:43
As equipes de resgate do Japão seguem na busca, nesta quarta-feira (29), por possíveis sobreviventes entre os escombros de um shopping. A estrutura do local desabou após o terremoto de terça-feira (28), que matou pelo menos 13 pessoas.
PublicidadeUma explosão foi registrada no shopping aproximadamente 50 minutos depois do terremoto de magnitude 7,1 registrado no município de Kumamoto, sudoeste do país. O tremor na ilha de Kyushu provocou danos generalizados, derrubou residências, provocou incêndios e deixou dezenas de pessoas sem acesso à energia elétrica e ao fornecimento de água.
Akio Yoshika, presidente da empresa operadora do shopping center Aeon, disse que três pessoas morreram no local, na cidade de Kashima. Ele acrescentou que há três desaparecidos e uma pessoa em parada cardiorrespiratória.
"A causa [da explosão] está sendo investigada, mas possivelmente foi provocada por gás", declarou Keiji Ohno, executivo da Aeon.
As autoridades também confirmaram cinco mortes e quatro pessoas desaparecidas na fábrica da Nippon Paper Industries em Yatsushiro, onde uma chaminé desabou. Outras nove pessoas continuam desaparecidas na região, informaram as autoridades.
Mais 100 policiais, 450 bombeiros e 170 soldados participam das tarefas de resgate no Aeon Mall, segundo o porta-voz do governo, Minoru Kihara.
Abrigos
Akio Yoshika, presidente da empresa operadora do shopping center Aeon, disse que três pessoas morreram no local, na cidade de Kashima. Ele acrescentou que há três desaparecidos e uma pessoa em parada cardiorrespiratória.
"A causa [da explosão] está sendo investigada, mas possivelmente foi provocada por gás", declarou Keiji Ohno, executivo da Aeon.
As autoridades também confirmaram cinco mortes e quatro pessoas desaparecidas na fábrica da Nippon Paper Industries em Yatsushiro, onde uma chaminé desabou. Outras nove pessoas continuam desaparecidas na região, informaram as autoridades.
Mais 100 policiais, 450 bombeiros e 170 soldados participam das tarefas de resgate no Aeon Mall, segundo o porta-voz do governo, Minoru Kihara.
Abrigos
O porta-voz anunciou que mais de 9 mil pessoas passaram a noite em 506 abrigos. O governo também informou um balanço de sete pessoas gravemente feridas e 29 com ferimentos leves na região afetada pelo tremor.
"Foi o terremoto mais violento que já senti. As paredes e janelas ficaram danificadas. A porta principal, declarada patrimônio cultural nacional, desabou", lamentou Kanzo Matsumoto, de 73 anos, gerente de um hotel de águas termais em Yatsushiro.
"O fornecimento de água foi cortado e não estamos recebendo hóspedes. Temo que tenha um grande impacto no nosso turismo", desabafa Matsumoto.
O canal NHK informou que dois hospitais atenderam pelo menos 50 pacientes feridos cada. "Estão chegando pessoas com queimaduras e fraturas depois que ficaram presas sob escombros devido ao terremoto. As ambulâncias não param de trazer feridos", declarou um funcionário de um hospital.
O Exército japonês mobilizou 3,6 mil pessoas para as operações de resgate e enviou 20 aviões para avaliar os danos. A circulação dos trens de alta velocidade foi suspensa na região.
Sem luz
"Foi o terremoto mais violento que já senti. As paredes e janelas ficaram danificadas. A porta principal, declarada patrimônio cultural nacional, desabou", lamentou Kanzo Matsumoto, de 73 anos, gerente de um hotel de águas termais em Yatsushiro.
"O fornecimento de água foi cortado e não estamos recebendo hóspedes. Temo que tenha um grande impacto no nosso turismo", desabafa Matsumoto.
O canal NHK informou que dois hospitais atenderam pelo menos 50 pacientes feridos cada. "Estão chegando pessoas com queimaduras e fraturas depois que ficaram presas sob escombros devido ao terremoto. As ambulâncias não param de trazer feridos", declarou um funcionário de um hospital.
O Exército japonês mobilizou 3,6 mil pessoas para as operações de resgate e enviou 20 aviões para avaliar os danos. A circulação dos trens de alta velocidade foi suspensa na região.
Sem luz
Nenhuma anomalia imediata foi detectada nas usinas nucleares da região, informou a Autoridade Reguladora Nuclear do Japão. Porém, nesta quarta-feira, 36.880 residências e instalações ainda estavam sem energia elétrica na província de Kumamoto, segundo a empresa Kyushu Electric Power.
Kumamoto foi afetada em 2016 por dois terremotos devastadores: um de magnitude 6,5, seguido dois dias depois por outro de magnitude 7,3. Os tremores deixaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.
O Japão é um dos países mais expostos a terremotos no mundo por estar localizado na união de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do "Círculo de Fogo" do Pacífico.
Kumamoto foi afetada em 2016 por dois terremotos devastadores: um de magnitude 6,5, seguido dois dias depois por outro de magnitude 7,3. Os tremores deixaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.
O Japão é um dos países mais expostos a terremotos no mundo por estar localizado na união de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do "Círculo de Fogo" do Pacífico.
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